São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Bancas de Campinas ampliam serviços e enfrentam redução de pontos

Com menos estabelecimentos, comerciantes passaram a combinar jornais, revistas e produtos diversos para manter as bancas em funcionamento.

Bancas de Campinas ampliam serviços e enfrentam redução de pontos
Foto: Reprodução/EPTV

A cidade tem atualmente 221 bancas, menos da metade dos 503 pontos registrados em 2003. A abertura de novos estabelecimentos também perdeu ritmo: apenas 15 foram inaugurados nos últimos três anos.

A redução levou os comerciantes a ampliar o tipo de mercadoria oferecida. Além de jornais diários, revistas e álbuns de figurinhas, as bancas passaram a vender bebidas, cigarros, acessórios para celular, pequenos brinquedos, flores e itens relacionados a animais de estimação. O modelo passou a funcionar como uma forma de comércio de conveniência, acompanhando mudanças nos hábitos de consumo.

Produtos para públicos diferentes

Edson Medeiros, aposentado que mora em Campinas há 17 anos, é cliente de uma banca aberta na década de 1950. Para ele, o contato com o papel continua sendo importante, especialmente para atividades como palavras cruzadas.

O proprietário Denilson Falsarella afirma que a diversificação foi necessária para manter o negócio. “A gente tem tudo de um pouco. Tem jornal para pet, tem palavras cruzadas, é uma coisa que cresceu muito no mercado”, disse. A banca também oferece artigos de tabacaria, refrigerantes, histórias em quadrinhos e livros.

O urbanista João Verde relaciona a diminuição das bancas às transformações tecnológicas, comportamentais e de consumo. Segundo ele, esses pontos, que antes eram pequenos e voltados principalmente à venda de jornais e revistas, enfrentam o avanço do comércio eletrônico.

Distribuição pela cidade

O Centro concentra 62 bancas, mas a atividade também está presente em outras regiões. Ponte Preta, Cambuí, Vila Industrial, Jardim Campos Elísios e Vila Padre Emanuel da Nóbrega estão entre os bairros com maior número de pontos.

A escolha do local considera fatores como demanda, aluguel e IPTU. De acordo com a análise de João Verde, alguns comerciantes podem preferir bairros que ofereçam custos menores e condições mais favoráveis do que a região central.

No Centro, porém, o número de bancas vem diminuindo junto com a redução do comércio na área. Parte dos estabelecimentos continua instalada em locais de grande circulação, como praças, mas o cenário mudou.

Flores e convivência

A banca de flores de Reginalva de Lima, na Ponte Preta, aumentou de tamanho ao longo de mais de duas décadas. O ponto fica em um cruzamento movimentado, mas a comerciante também atribui a permanência do negócio ao atendimento e ao cuidado com os arranjos.

“Eu acredito que flor todo mundo vende. O que a gente vende é simpatia, alegria e saber que está todo mundo sempre bem”, afirmou Reginalva.

As bancas, em diferentes tamanhos, seguem como espaços de convivência e fontes de renda para os comerciantes que permanecem no ramo.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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