São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Caiado questiona capacidade de Flávio Bolsonaro para pacificar o país

Candidato do PSD também criticou Lula e defendeu maior rigor para postulantes à Presidência da República.

Caiado afirma que o senador Flávio Bolsonaro não tem condição de ser “pacificador” do País

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também concorrente ao Palácio do Planalto, não reúne condições para exercer um papel de pacificação diante da situação institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante uma coletiva de imprensa após um almoço com empresários promovido pelo YPO, Caiado disse que um eventual presidente precisaria ter autoridade moral e capacidade de dialogar com os Poderes. Gilberto Kassab, candidato a vice-presidente na chapa do PSD, participou do encontro.

Caiado também responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não ter articulado antes uma solução entre os Poderes. Na avaliação dele, o presidente deveria ter convocado representantes das instituições e se manifestado em rede de televisão e rádio sobre a crise envolvendo o Supremo.

“Estamos vendo o Brasil simplesmente caminhar fora de rumo, batendo cabeça por todos os lados”, afirmou Caiado. O candidato declarou ainda que o impasse afeta a credibilidade do Judiciário e representa um problema de governabilidade.

Filme e exigências para candidatos

Questionado sobre o filme Dark Horse e as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para obter financiamento da produção sobre Jair Bolsonaro, Caiado disse acompanhar as investigações. Ele defendeu que os candidatos à Presidência estejam acima de suspeitas.

Flávio Bolsonaro confirmou em maio ter procurado Vorcaro para buscar patrocínio privado para o filme. O senador negou ter recebido vantagens ou oferecido contrapartidas. Relatórios da Polícia Federal divulgados em setembro apresentaram mensagens e cobranças relacionadas aos recursos destinados à produção.

“Para ser presidente da República hoje, o cidadão não tem direito de pedir nem a presunção de inocência”, declarou Caiado. Segundo ele, o ocupante do cargo deve ter conduta sem suspeitas e condições para governar.

Juros e gastos públicos

No encontro com empresários, a situação institucional e a economia estiveram entre os temas centrais. Caiado relatou preocupação dos participantes com a taxa básica de juros, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sua reunião de setembro nesta terça e quarta-feira (15 e 16).

O candidato voltou a defender a redução do ritmo de crescimento das despesas públicas para abrir espaço à queda dos juros. Entre as propostas citadas estão limitar a expansão dos gastos à metade do crescimento da economia do ano anterior e cortar despesas nos Poderes após a aprovação de uma reforma administrativa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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