A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (25) que a bandeira tarifária será verde em outubro. Com isso, não haverá cobrança adicional na conta de luz, após cinco meses de bandeira amarela.
A mudança ocorre durante a transição do período seco para o período úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país. A agência atribuiu a decisão ao aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que ajudou a estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
“Houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas”, disse a Aneel em nota. Com reservatórios mais estáveis, diminui a necessidade de utilizar fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas.
Histórico das bandeiras
A bandeira amarela vigorou de maio a setembro e acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde. Em 2026, não houve acionamento da bandeira vermelha.
No mesmo período de 2025, a bandeira verde ficou vigente até abril e a amarela foi acionada em maio. A bandeira vermelha passou a ser usada em junho e permaneceu até novembro, alternando entre os patamares 1 e 2.
Em setembro, a energia elétrica residencial subiu 7,42%, depois de cair 6,25% no mês anterior. O item foi a principal pressão individual entre as altas do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgado nesta sexta-feira.
A alta ocorreu após o fim do bônus de Itaipu, desconto temporário na conta de luz que havia levado o IPCA-15 à deflação em agosto.
Como funciona
Na bandeira verde, as condições de geração são favoráveis e não há acréscimo. A bandeira amarela indica condições menos favoráveis e adiciona R$ 0,01885 por quilowatt-hora consumido. Na bandeira vermelha — Patamar 1, o acréscimo é de R$ 0,04463; no Patamar 2, de R$ 0,07877 por quilowatt-hora.








