A produção brasileira de celulose atingiu 22,2 milhões de toneladas em 2025, alta de 12,7% sobre o ano anterior. O país mantém desde 2022 a liderança mundial em produção e exportação do produto, usado principalmente na fabricação de papel. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do aumento do volume, a receita externa da celulose caiu 3,9% e ficou em US$ 10,2 bilhões. O IBGE relaciona o recuo ao excesso de oferta global, à desaceleração do consumo chinês, ao aumento dos estoques e à valorização do real. A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025.
Áreas plantadas concentram o setor
A silvicultura, formada pela produção em áreas plantadas, alcançou R$ 41 bilhões em 2025, crescimento de 8,6% em um ano. Já o extrativismo, associado à retirada de produtos de áreas originalmente naturais, somou R$ 6,9 bilhões, queda de 3,1%.
Com esse resultado, as florestas plantadas responderam por 85,6% da produção florestal, enquanto a extração vegetal representou 14,4%. Desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%, avanço que o IBGE atribui a melhorias tecnológicas.
A área de florestas plantadas chegou a 10,4 milhões de hectares, equivalentes a 104 mil km². O eucalipto ocupa 78,6% desse total. A árvore tem ciclo de crescimento de cerca de sete a oito anos e é destinada principalmente à indústria de celulose.
Somadas as duas modalidades, a produção florestal brasileira foi avaliada em R$ 47,9 bilhões em 2025, alta de 6,7% em relação ao ano anterior e maior valor já registrado no país. Os valores são correntes, calculados com base no ano da pesquisa, sem atualização posterior pela inflação.
Municípios e produtos de destaque
O levantamento do IBGE registrou produção florestal em 4.889 municípios. Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, teve o maior destaque: alcançou R$ 1,8 bilhão, crescimento de 216,3% em relação a 2024. A cidade abriga fábricas da Suzano e da Eldorado.
Entre os estados, Minas Gerais liderou o valor da produção da silvicultura, com R$ 9,2 bilhões, ou 22,5% do total nacional. O estado também respondeu por 84,6% do carvão vegetal produzido no país.
Os produtos alimentícios extraídos das florestas somaram R$ 2,2 bilhões. O açaí representou metade desse valor, com 251 mil toneladas, das quais 66,7% foram produzidas no Pará. A erva-mate ficou em seguida, com R$ 562,3 milhões; o Paraná respondeu por 88,4% do volume nacional.








