São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Déficit do Qatar chega a 31,5 bilhões de riais no primeiro semestre

Resultado até junho superou a previsão para todo o ano, enquanto entregas de GNL seguem afetadas pela guerra com o Irã.

Déficit do Qatar chega a 31,5 bilhões de riais no primeiro semestre

O déficit orçamentário do Qatar alcançou 31,5 bilhões de riais (7,45 bilhões de euros) no primeiro semestre de 2026, acima dos 21,8 bilhões de riais (5,16 bilhões de euros) previstos para todo o ano. O resultado foi divulgado pelo Ministério das Finanças.

No segundo trimestre, o saldo negativo foi de 21,2 bilhões de riais (5 bilhões de euros), mais que o dobro do registrado nos três primeiros meses do ano, quando o déficit ficou em 10,3 bilhões de riais (2,44 bilhões de euros). Entre abril e junho, as receitas somaram cerca de 25,6 bilhões de riais (6,06 bilhões de euros), e as despesas chegaram a aproximadamente 46,9 bilhões de riais (11,1 bilhões de euros).

Em 25 de agosto, Majed al-Ansari, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, negou que houvesse cortes gerais nas despesas públicas. Ele disse que as reduções divulgadas, de até 30%, atingiam apenas gastos operacionais e não incluíam salários nem projetos de capital. As medidas foram apresentadas como temporárias e adotadas no início da crise regional.

Entregas de gás

As exportações de gás natural liquefeito também foram afetadas pela guerra com o Irã. Em 28 de agosto, a empresa italiana Edison informou que a QatarEnergy havia estendido até o início de novembro a declaração de força maior sobre as entregas. Ao todo, 29 carregamentos previstos no contrato da companhia foram afetados.

A Edison afirmou que conseguiu buscar fornecimento alternativo e manter os compromissos com seus clientes. Dados de rastreamento divulgados em 7 de setembro registraram seis navios de GNL ligados ao Qatar vazios no golfo de Omã ou em direção à região. Outro navio vazio havia atravessado o estreito de Ormuz rumo ao Qatar, segundo dados da Kpler.

Os mesmos dados indicavam que 15 navios carregados permaneciam dentro do Golfo, enquanto dois navios vazios haviam mudado de rota após se aproximarem do estreito. Esses movimentos não permitiam concluir que as exportações regulares tinham sido retomadas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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