O componente de Expectativas foi o responsável pela queda do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice geral recuou 0,9 ponto na comparação com agosto e chegou a 110,8 pontos.
As projeções de especialistas para variáveis macroeconômicas apresentaram menor dispersão, principalmente nas estimativas relacionadas à inflação. O indicador de Expectativas caiu 3,7 pontos, para 103,2 pontos, e contribuiu com 0,9 ponto para a redução do resultado mensal.
Mídia permanece estável
O componente IIE-Br Mídia ficou em 111,6 pontos e não alterou o resultado do mês. Esse indicador acompanha, nos principais jornais, a frequência de notícias que mencionam a incerteza.
Em nota oficial, Stefano Pacini, economista do FGV IBRE, afirmou que a redução de setembro foi moderada e esteve ligada exclusivamente ao componente de Expectativas. Ele também avaliou que a incerteza continua presente no debate público e que a queda pode ser pontual, com possibilidade de permanência do indicador em nível elevado até a definição do cenário eleitoral e das primeiras medidas do novo governo.
O IIE-Br combina os componentes de Mídia e de Expectativas. O segundo é calculado com base na dispersão das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.
A coleta do indicador ocorre do dia 26 do mês anterior ao período de referência até o dia 25 do mês de referência.








