Empreendedores de Pernambuco poderão contratar até R$ 7,2 bilhões em financiamentos com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027. A previsão foi apresentada nesta sexta-feira (11), durante um evento na Superintendência Estadual do Banco do Nordeste, com participação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do setor produtivo e de instituições públicas.
A maior fatia, de R$ 1,7 bilhão, será destinada à infraestrutura. Comércio e serviços e pecuária terão R$ 1,5 bilhão cada. Para a indústria, estão previstos R$ 1,3 bilhão; para a agricultura, R$ 847 milhões; e para o turismo, R$ 214,6 milhões. Pessoas físicas poderão contar com R$ 20 milhões.
A distribuição segue diretrizes do Conselho Deliberativo da Sudene e considera as características econômicas e territoriais dos estados que fazem parte da área de atuação da autarquia. A Sudene também acompanha, ao longo do exercício, a execução do Fundo e a distribuição dos financiamentos entre territórios, setores e públicos beneficiários, de acordo com o coordenador-geral de Gestão Institucional da instituição, Pabllo Brandão.
O superintendente estadual do Banco do Nordeste, Hugo Queiroz, afirmou que o FNE é o principal instrumento de financiamento para o desenvolvimento regional. O Fundo prioriza o acesso ao crédito por pequenos empreendedores e reúne linhas voltadas a diferentes setores e perfis de atividades econômicas.
Em 2027, o FNE terá R$ 61 bilhões para financiar atividades produtivas nos estados da área de atuação da Sudene. O montante é 16% superior ao programado no ano anterior. Desse total, 62% deverão ser direcionados a empreendedores classificados como mini, micro, pequeno e pequeno-médio.
As diretrizes limitam a participação de cada estado a percentuais que variam de 5% a 30% do orçamento. A infraestrutura tem orçamento dedicado de 35%. No Semiárido, a aplicação deverá representar pelo menos 50% dos recursos do FNE.








