São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Petrobras identifica novo acúmulo de petróleo na bacia da Foz do Amazonas

Poço Morpho fica a 175 quilômetros do Amapá; empresa seguirá com a perfuração e fará análises laboratoriais do material encontrado.

Petrobras identifica novo acúmulo de petróleo na bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras identificou petróleo no poço Morpho, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2). A companhia considera o resultado a segunda descoberta na área, depois de um achado realizado em agosto deste ano.

O poço, registrado como 1-BRSA-1405-APS, está em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de 2.886 metros. A identificação ocorreu a partir de perfis elétricos, sinais observados nas rochas e amostras de fluidos recolhidas durante a perfuração.

A estatal informou que o resultado ajudará a ampliar o conhecimento sobre o potencial exploratório da região. As informações também serão usadas na avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da bacia. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os resultados sucessivos aumentam a expectativa de abertura de uma nova fronteira exploratória no país.

Durante uma coletiva, Magda apresentou uma amostra de óleo retirada do poço e declarou que o material tem baixa viscosidade. A Petrobras não divulgou o grau API exato nem outros dados técnicos, mantidos sob sigilo regulatório. O óleo será submetido a análises em laboratório.

A perfuração continua para avaliar as formações encontradas. A companhia prevê concluir testes e manobras até o fim de outubro. Em seguida, a sonda será deslocada para o Rio Grande do Norte, onde deverá perfurar o prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.

No bloco FZA-M-59, a Petrobras também planeja mobilizar outra sonda no primeiro trimestre de 2027 para perfurar três poços de delimitação. A finalidade será estimar o volume das jazidas e definir se a produção é comercialmente viável.

A descoberta ocorreu durante uma disputa judicial sobre a exploração na região. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal pediu novamente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras. O órgão quer interromper atividades de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.

O MPF citou o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar, ocorrido em uma operação de sonda em janeiro deste ano. Também apontou a falta de consulta prévia, livre e informada a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará.

A Petrobras recebeu autorização do Ibama para perfurar na Foz do Amazonas em outubro de 2025. A empresa afirma que a exploração integra sua estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás em novas fronteiras.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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