São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Acordo entre EUA e Dinamarca prevê controle da segurança da Groenlândia

Entendimento deverá ser assinado na próxima semana e prevê restrições à presença militar e a investimentos de China e Rússia na ilha.

Acordo entre EUA e Dinamarca prevê controle da segurança da Groenlândia

Os Estados Unidos anunciaram um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia para assumir, de forma permanente, o controle da segurança do território. O entendimento deverá ser assinado na próxima semana, em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, segundo o governo dinamarquês.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que o acordo será vinculante e reforçará a segurança no Ártico e no Atlântico Norte. Copenhague declarou que o texto preserva a soberania da Groenlândia e é positivo para a OTAN e a Europa.

Donald Trump disse que o pacto dará aos Estados Unidos controle permanente sobre a segurança e outras necessidades da Groenlândia. O governo americano afirma que a iniciativa impedirá a instalação de bases militares e o envio de tropas por China e Rússia, além de criar mecanismos para bloquear investimentos considerados sensíveis sem autorização dos Estados Unidos.

“Este acordo garante que a China e a Rússia não possam ter uma base na Groenlândia nem enviar tropas para lá”, afirmou uma autoridade do Departamento de Estado americano, sob condição de anonimato. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o entendimento atende às preocupações de segurança nacional dos Estados Unidos relacionadas ao território.

Soberania e presença militar

O acordo terá duração indefinida e, segundo Trump, não terá custo para Washington. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que o documento reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca, além do direito do povo groenlandês à autodeterminação.

O chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que o pacto garante a segurança da ilha e reconhece seus interesses. Uma autoridade do Departamento de Estado afirmou que o acordo continuará válido mesmo se a Groenlândia se tornar um país totalmente independente.

Trump também anunciou o início imediato do processo para ampliar a presença militar americana na região. A Groenlândia já é abrangida por um tratado de defesa firmado em 1951 e atualizado em 2004, que permite às Forças Armadas dos Estados Unidos instalar bases no território após notificar as autoridades locais. Em determinado período, Washington manteve 17 instalações militares na ilha.

A Groenlândia está na rota mais curta entre a Rússia e os Estados Unidos, abriga reservas inexploradas de terras raras e pode ganhar relevância com a abertura de novas rotas marítimas decorrente do derretimento do gelo polar.

A questão se tornou sensível depois que Trump passou a demonstrar interesse pelo território. Em março de 2025, o vice-presidente americano JD Vance visitou a Groenlândia. Durante a crise, Trump mencionou a possibilidade de usar a força para assumir o controle da ilha, que tem 57 mil habitantes. A tensão começou a diminuir após a criação de um grupo de trabalho entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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