BERLIM — O governo estadual de Berlim criou uma unidade de gestão de crises para analisar dados roubados e divulgados por um grupo de ransomware. As autoridades ainda avaliam a extensão e os impactos do ataque cibernético contra a rede da cidade.
A divulgação ocorreu na sexta-feira, após o fim de um leilão promovido pelo grupo Rhysida. A organização tentou vender 5,79 terabytes de informações, com lance inicial de 30 bitcoins, equivalentes a US$ 77.622. Berlim havia informado que não pagaria a extorsão.
A unidade ficará responsável por examinar, verificar e avaliar o material vazado. Também deverá apoiar a comunicação com cidadãos e empresas que possam ter sido afetados. As pessoas atingidas serão informadas pelas autoridades competentes, conforme as regras alemãs e europeias de proteção de dados.
O ataque ocorreu antes das eleições na cidade-Estado, marcadas para 20 de setembro. O governo estadual classificou a invasão como “um crime extremamente grave” e afirmou que ela representa um ataque ao próprio Estado.
As autoridades pediram que a população não compartilhe nas redes sociais informações que não tenham sido verificadas. Investigadores trabalham para determinar a dimensão do incidente e seus efeitos sobre os dados divulgados.







