São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Emissões ligadas aos chips da Nvidia sobem 725% desde 2020, diz relatório

Estimativa aponta que o uso dos chips vendidos desde 2022 pode ter gerado entre quatro e 21 milhões de toneladas de CO₂ em 2025.

Emissões ligadas aos chips da Nvidia sobem 725% desde 2020, diz relatório

As emissões da cadeia de abastecimento da Nvidia aumentaram 725% desde 2020, segundo um relatório produzido por organizações ambientais, de responsabilização empresarial e ativismo digital. O estudo estima que a utilização dos chips vendidos pela empresa desde 2022 pode ter gerado, em 2025, entre quatro e 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

O cálculo varia conforme a eletricidade usada para alimentar os chips. O relatório compara esse volume ao das emissões produzidas pela queima do carvão vendido pela empresa pública russa Russian Coal.

De acordo com a Greenpeace East Asia, uma das organizações envolvidas no estudo, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas emissões associadas à fabricação dos componentes, materiais e serviços necessários para produzir as GPUs e os sistemas de inteligência artificial.

A Nvidia registra essas emissões no Âmbito 3, categoria que inclui emissões indiretas além das operações próprias. Dados reunidos a partir dos relatórios de sustentabilidade da empresa indicam que esse volume passou de cerca de 1,3 milhões de toneladas de equivalente de dióxido de carbono em 2020 para 10,7 milhões de toneladas em 2026. O aumento corresponde a aproximadamente 9,4 milhões de toneladas.

“O maior beneficiário da IA tem também uma das pegadas climáticas mais obscuras e opacas do mundo”, afirmou Ketan Joshi, autor principal do relatório e analista de clima e energia sediado em Oslo.

A Nvidia não divulga as emissões relacionadas ao uso dos produtos que vende. Os pesquisadores explicam que a estimativa foi calculada com base nas vendas acumuladas de chips, em níveis de utilização projetados e em diferentes fatores de emissão das redes elétricas.

A empresa desenvolve processadores usados na expansão da inteligência artificial generativa, enquanto grande parte da fabricação é feita por fornecedores na Ásia de Leste. O relatório afirma que as emissões da cadeia de abastecimento vêm sobretudo das matérias-primas e dos processos industriais necessários para produzir os chips.

A fabricação de semicondutores avançados exige muita energia, e os chips continuam consumindo eletricidade depois de instalados em centros de dados que executam modelos de IA. Os autores também afirmam que períodos curtos de redução ou deslocamento do consumo não compensam o aumento contínuo da demanda ao longo do ano. Com base em uma pesquisa da Universidade de Princeton, o estudo estima que a gestão da demanda poderia cobrir menos de 1% do ano em cenários de forte crescimento dos centros de dados.

A Nvidia defende que a inteligência artificial pode reduzir as emissões totais, ao ampliar a eficiência energética em outros setores. O relatório contesta essa avaliação e pede mais transparência sobre as emissões ligadas ao uso dos chips, evidências mais robustas para as alegações de benefício climático líquido e metas mais claras para reduzir as emissões da cadeia de abastecimento. Os pesquisadores também recomendam investimentos adicionais em energias renováveis.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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