São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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França indica “Minotauro”, de Andreï Zviaguintsev, ao Oscar de filme internacional

Drama em russo foi produzido por empresas francesas e disputará a categoria na cerimônia marcada para 14 de março de 2027.

França indica “Minotauro”, de Andreï Zviaguintsev, ao Oscar de filme internacional

O filme “Minotauro”, dirigido pelo dissidente russo Andreï Zviaguintsev, foi escolhido pela França para disputar o Oscar de melhor filme internacional. O drama, falado em russo e ambientado durante a guerra na Ucrânia, concorrerá na cerimônia marcada para 14 de março de 2027, em Los Angeles.

A seleção foi feita por um júri profissional presidido pelo historiador de cinema Charles Tesson. O Centre national du cinéma et de l'image animée (CNC) informou que o processo foi independente e supervisionado pela Academia dos Óscares.

Vencedor do Grande Prêmio do Festival de Cannes 2026, “Minotauro” foi produzido pelas empresas francesas MK Productions e CG Cinéma, com participação alemã e letã. Para o presidente do CNC, Gaëtan Bruel, a escolha demonstra o papel da França em coproduções internacionais.

Enredo e avaliação

Livremente inspirado em “A mulher infiel”, filme de Claude Chabrol de 1969, o longa acompanha o desmoronamento de um casamento. A história se passa no contexto da mobilização anunciada por Vladimir Putin em setembro de 2022, sete meses depois do início da invasão em grande escala da Ucrânia.

Gleb, um empresário, é obrigado a entregar parte de seus trabalhadores ao Exército russo para cumprir cotas impostas nas regiões e evitar a mobilização de moradores de Moscou pelo Kremlin. Ao mesmo tempo, sua mulher se aproxima de um jovem fotógrafo, ampliando o conflito entre o casal.

A produção também recorre ao mito de Teseu e do Minotauro. Como o rei Egeu, obrigado a entregar sete rapazes e sete moças ao monstro, Gleb aceita concessões para preservar sua posição.

O ensaísta Jean-Philippe Domecq, integrante da revista “Positif”, ligada ao Institut Lumière, classificou a escolha como “fina e judiciosa”. Ele destacou a combinação entre a participação francesa na produção, a estética e a trama do filme, além de citar a impressão causada por trabalhos anteriores de Zviaguintsev, como “Leviatã”.

A recepção também teve críticas. Ao receber o Grande Prêmio em Cannes, em 2026, o diretor, exilado na França, pediu a Vladimir Putin que “pare a carnificina”. O discurso foi saudado no Ocidente, mas criticado na Ucrânia e entre russos emigrados contrários à guerra.

“Minotauro” estreia nos cinemas franceses em 14 de outubro. A distribuição no país será feita pela Les Films du Losange; a venda internacional ficará com a MK2 Films, e a Mubi distribuirá o filme nos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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