A farmacêutica dinamarquesa Novo fechou uma parceria com a Anthropic para aplicar inteligência artificial à pesquisa e ao desenvolvimento de medicamentos. A empresa, conhecida anteriormente como Novo Nordisk e responsável pelo Ozempic, informou que usará os modelos da Anthropic e o Claude Science para aprimorar o raciocínio científico em suas atividades de investigação e desenvolvimento (I&D).
O acordo faz parte da estratégia da Novo de incorporar ferramentas de IA à descoberta de fármacos. A companhia já utiliza o GPT-Rosalind, modelo científico da OpenAI, em trabalhos de análise de conjuntos de dados complexos, identificação de potenciais medicamentos e redução do intervalo entre a pesquisa e o acesso dos pacientes aos tratamentos. A Novo fechou esse acordo em abril.
Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo, afirmou que a colaboração com a Anthropic deve fortalecer a estrutura de I&D da empresa e contribuir para a criação de novas soluções de saúde destinadas a pessoas com doenças crônicas. Ele também disse que a inteligência artificial pode ampliar a produtividade, apoiar a compreensão da biologia humana e ajudar no estudo da ação dos medicamentos.
Expansão na área de ciências da vida
A Anthropic declarou que o avanço da capacidade da IA pode permitir que décadas de progresso biológico e médico sejam reunidas em períodos mais curtos. Dario Amodei, cofundador e CEO da empresa, afirmou que o acesso de pesquisadores a modelos de IA seguros, robustos e confiáveis pode reduzir prazos, melhorar resultados e apoiar a descoberta de medicamentos e tratamentos.
A colaboração ocorre em meio à ampliação da atuação da Anthropic no setor de ciências da vida. Em maio de 2026, a empresa anunciou uma parceria com a Bristol Myers Squibb para implementar o Claude em áreas como pesquisa, desenvolvimento clínico, produção, operações comerciais e funções corporativas.
A Novo também mantém iniciativas de infraestrutura para inteligência artificial. Em 2024, a Fundação Novo Nordisk se associou à Nvidia e ao Fundo de Exportação e Investimento da Dinamarca (EIFO) para criar o Centro Dinamarquês de Inovação em IA. O centro opera o Gefion, descrito como o primeiro supercomputador dinamarquês preparado para inteligência artificial.







