São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mundo

Países divergem sobre regras para inteligência artificial em reunião da ONU

Enquanto mais de 20 países defendem normas vinculativas, Donald Trump rejeita um modelo global de controle da IA.

Países divergem sobre regras para inteligência artificial em reunião da ONU

A divergência entre os países sobre como controlar a inteligência artificial ganhou espaço na Assembleia-Geral da ONU. Mais de 20 governos, sobretudo europeus, defenderam medidas de segurança vinculativas para sistemas avançados, enquanto China e Estados Unidos não apoiaram a proposta.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu supervisão mais rigorosa e alertou para os riscos de decisões automatizadas sem controle humano. Em seu discurso de despedida diante dos líderes mundiais, afirmou: “Comprometamo-nos a nunca deixar que as máquinas tomem decisões de vida ou de morte. Os robôs assassinos não têm lugar no nosso futuro”.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas discutirá na quarta-feira formas de estabelecer controle sobre a tecnologia. A reunião foi convocada pela França, que preside o órgão neste mês, sob o argumento de que os riscos da IA para a paz e a segurança internacionais ainda não receberam atenção suficiente na ONU. Sam Altman, da OpenAI, está previsto entre os participantes.

Trump rejeita regulamentação global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve sua oposição à regulamentação internacional. Ele defendeu a troca do termo inteligência artificial por “superinteligência”, que considera mais preciso, e comparou os alertas sobre a segurança da tecnologia a previsões sobre as mudanças climáticas.

Trump também disse que os Estados Unidos rejeitam qualquer iniciativa globalista para controlar a IA. Para ele, tecnologias emergentes trazem desafios, mas isso não justificaria um sistema internacional de controle.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, anunciou que o país pretende apresentar normas globais para a IA durante sua presidência do G20, em 2027. Ele também informou uma parceria de defesa com Washington para detectar ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas.

Burnham defendeu um conjunto único de princípios e normas para garantir transparência, acesso e segurança no desenvolvimento da tecnologia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs que os países unam investimentos para criar um modelo de IA avançado e de código aberto, independente das grandes potências. Ele afirmou que não quer que nenhum país se torne dependente de China ou Estados Unidos.

Mesmo empresas norte-americanas do setor passaram a defender maior coordenação internacional sobre segurança. A OpenAI deve participar da discussão no Conselho de Segurança da ONU por meio de Sam Altman.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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