São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Preço da picanha vira alvo da oposição contra Lula antes da eleição

A carne ficou mais cara desde 2022, e Flávio Bolsonaro passou a usar o corte para atacar a política econômica de Lula.

Preço da picanha vira alvo da oposição contra Lula antes da eleição

A alta no preço da carne bovina transformou a promessa de picanha feita por Luiz Inácio Lula da Silva em um argumento político da oposição. Durante a campanha de 2022, Lula disse que todos os brasileiros poderiam comer o corte, independentemente da condição social. Agora, Flávio Bolsonaro usa a picanha para questionar os resultados econômicos do governo.

O senador, de 45 anos, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal rival de Lula nas eleições de outubro. Em um comício recente, distribuiu churrasco aos participantes, incluindo jornalistas, e afirmou: “Como Lula não trouxe picanha, eu trouxe alguma aqui hoje”.

Preços e inflação

O preço da picanha varia atualmente entre 80 e 110 reais por quilo. Mirne Franco, proprietária de um açougue nos arredores de Brasília, resumiu o peso do produto no orçamento: “Quando se come picanha, está-se a comer como os ricos”.

Dados do Departamento de Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o preço da carne bovina de primeira caiu em algumas cidades em julho de 2026, na comparação com junho do mesmo ano. No entanto, na comparação anual, o produto ficou mais caro nas 27 capitais estaduais.

Entre julho de 2025 e julho de 2026, a alta da carne de primeira variou de 1,42% em Brasília a 19,09% em Rio Branco. Já os dados oficiais do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acompanha a picanha separadamente, indicam aumento de 7,41% entre janeiro e julho. No mesmo período, a inflação geral acumulada foi de 3,44%. Em 12 meses até julho, a alta da picanha chegou a 7,40%, contra 4,44% da inflação geral.

Em 2022, Lula havia declarado: “O povo vai voltar a comer picanha!”. Quase quatro anos depois, o corte custa quase 10 por cento a mais, conforme os dados da agência oficial de estatísticas do Brasil.

Argumentos do governo

Lula afirma que os preços dos alimentos subiram, em média, 4% ao ano desde 2022. Segundo os dados apresentados pelo presidente, esse resultado é inferior à média de mais de 11% registrada nos últimos três anos do governo Jair Bolsonaro, período que coincidiu parcialmente com a pandemia de covid.

O presidente também disse que a inflação permaneceu dentro da meta do Banco Central, de 3%, com margem de mais ou menos 1,5 pontos, e que o desemprego caiu para níveis historicamente baixos. Em resposta às críticas, afirmou que os adversários deveriam observar os dados em vez de usar visitas a supermercados para fazer demonstrações políticas.

Apesar desses argumentos, o crescimento econômico desacelerou e o consumo privado diminuiu. A discussão sobre o custo da alimentação ocorre antes de uma eleição que é apresentada como uma disputa acirrada entre Lula e Jair Bolsonaro quatro anos depois do confronto anterior.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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