O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) propôs dividir as atribuições do governo entre um presidente com atuação estratégica e um primeiro-ministro dedicado à gestão econômica. Ele quer que o Congresso comece a discutir a mudança já na primeira semana de um eventual governo.
A proposta foi apresentada após uma reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para Cury, o presidente deveria cuidar principalmente da política externa, enquanto o primeiro-ministro teria um perfil voltado à economia, com defesa de meritocracia, Estado enxuto, impostos baixos e estímulo ao empreendedorismo, combinado a uma dimensão social.
O candidato também criticou a concentração de decisões no presidente. Na avaliação dele, pessoas sem experiência direta em determinados setores acabam definindo políticas para a agricultura, o comércio e a indústria. Cury relacionou o presidencialismo a problemas de desenvolvimento na América Latina e afirmou que o modelo pode favorecer populismo, autoritarismo e permanência prolongada no poder.
A mudança, segundo Cury, levaria o país a uma “era moderna”.
Possível equipe de governo
Cury afirmou que mantém conversas com os economistas Mansueto Almeida e Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper, para discutir a formação de uma eventual equipe de governo. Ele também citou Mauro Benevides e disse que pretende procurar Ilan Goldfajn e Armínio Fraga, ex-presidentes do Banco Central.
O candidato declarou que pretende reunir especialistas de diferentes áreas em um grupo que chama de “time de ouro”. A ideia, segundo ele, não seria concentrar a administração em uma única pessoa nem transformá-la em um governo pessoal.







