SANTA CRUZ DO SUL — No primeiro turno, em 4 de outubro, os eleitores terão seis escolhas na urna eletrônica: deputado federal, deputado estadual, senador, senador, governador e presidente. Relatos de cabos eleitorais indicam que parte do eleitorado ainda não sabe que deverá escolher dois candidatos ao Senado, nem por que isso ocorre ou como registrar os votos.
A quantidade de escolhas para o Senado varia conforme a renovação da Casa. Em uma eleição, é renovado um terço do Senado, com a escolha de um candidato. Em outra, são renovados dois terços, situação deste ano, e o eleitor escolhe dois senadores. Os mandatos dos senadores duram oito anos, enquanto os demais cargos citados têm mandatos de quatro anos.
Cada candidatura ao Senado é apresentada em conjunto com suplentes. A chapa reúne três nomes para uma vaga, embora um deles tenha maior destaque na divulgação dos partidos. O eleitor não pode votar duas vezes no mesmo candidato para tentar ampliar sua vantagem: o segundo voto será anulado. Quem optar por escolher apenas um nome poderá anular o outro voto de forma intencional ou votar em branco.
Campanha e participação
Em Santa Cruz do Sul, a formação das alianças nas campanhas aparece menos alinhada à divisão nacional entre direita e esquerda. Há casos de políticos de uma legenda apoiando candidatos de outras siglas para deputado federal e deputado estadual, além de acordos entre representantes de partidos e coligações diferentes.
O Tribunal Regional Eleitoral demonstrou preocupação com a abstenção registrada na eleição anterior. Um terço dos eleitores do Rio Grande do Sul não compareceu às urnas. A votação ocorreu no ano da maior catástrofe ambiental da história do estado. Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, a candidata a deputada estadual Comandante Nádia defendeu a presença do eleitor, sob o argumento de que algum candidato será eleito mesmo quando a pessoa deixa de votar.
Na cidade, a Câmara criou, por iniciativa do vereador Gerson Vargas (PP), a Frente Parlamentar das Ruas sem Pavimentação. O grupo identificou mais de 240 vias que precisam de atenção. A Prefeitura buscou recursos e criou um programa para pavimentar mais de 130 ruas, além de retomar a possibilidade de parceria com a comunidade, na qual os moradores pagam o material e o Município executa a obra.
Na sessão da Câmara de terça-feira, 8, Gilmar dos Santos, da Associação de Moradores da Praia dos Folgados, acusou vereadores de omissão no caso do edital das casas do Loteamento Santa Maria II. Professor Cleber (União Brasil) contestou a acusação e afirmou que o Legislativo criou uma frente especial para acompanhar o caso.








