São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro confirma encontro com Vorcaro após prisão em 2025

Senador afirmou que procurou o banqueiro para encerrar tratativas sobre o financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.

O que Flávio Bolsonaro diz sobre encontro com Vorcaro após primeira prisão do banqueiro do Master

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta terça-feira (19/5) que se encontrou com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025. Segundo Flávio, o encontro tratou do financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador afirmou que esteve com Vorcaro quando ele usava monitoramento eletrônico e estava impedido de deixar a cidade de São Paulo. A prisão havia ocorrido no dia 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. Em 28 de novembro, Vorcaro foi libertado por decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

“Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, disse Flávio. Ele afirmou que, se soubesse antes da gravidade da situação, teria procurado outro investidor para o filme.

Vorcaro foi preso novamente em 4 de março, em outra etapa da operação. Desde então, passou por diferentes presídios e foi transferido para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília. Ele é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional e negocia um possível acordo de colaboração premiada.

Financiamento do filme

A relação entre Flávio e Vorcaro veio a público após a divulgação de um áudio em que o senador pede informações sobre repasses supostamente combinados para financiar Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O valor total mencionado era de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época. Entre fevereiro e maio de 2025, teriam sido liberados R$ 61 milhões.

Flávio inicialmente negou a existência do contato, mas depois admitiu a negociação. Em nota, disse que buscava patrocínio privado para um filme sobre o próprio pai, sem uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Também afirmou que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou qualquer benefício.

O senador defendeu a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as suspeitas relacionadas a Vorcaro. Antes da divulgação do áudio, Flávio havia associado o caso Banco Master ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao PT e à esquerda.

Mudanças nas versões sobre o projeto

Eduardo Bolsonaro também alterou declarações sobre sua participação financeira no filme. Depois de negar envolvimento na gestão do projeto, admitiu ter assinado contrato com a produtora para garantir a participação de um diretor de Hollywood. Segundo ele, usou recursos próprios e enviou R$ 350 mil, convertidos em cerca de US$ 50 mil, para os Estados Unidos.

Na terça-feira (19/5), pesquisa do instituto Atlas Intel apontou redução nas intenções de voto de Flávio. No primeiro turno, ele passou de 39,7% para 34,3%. Na simulação de segundo turno, caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto Lula apareceu com 48,9%. O levantamento indicou Lula à frente nos dois cenários.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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