São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Marina rebate críticas de Derrite ao Bolsa Família em debate ao Senado

Candidata defendeu reajuste de 15% e afirmou que programa beneficiou milhões de famílias e crianças em São Paulo.

Em debate para o Senado, Derrite critica o Bolsa Família e Marina diz que adversário desconhece a pobreza

A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) rebateu as críticas de Guilherme Derrite (PP) ao Bolsa Família durante um debate. Ela defendeu o reajuste aplicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recompor a inflação e afirmou que o adversário desconhece a realidade de quem passa fome no Brasil.

Derrite classificou o benefício como assistencialismo e criticou o reajuste. Marina contestou a avaliação e afirmou que o programa garante alimentação a famílias. De acordo com ela, em São Paulo, cerca de 2 milhões de famílias e 3 milhões de crianças e adolescentes recebem o Bolsa Família.

“Você desconhece quem passa fome e trata dessa maneira um programa que ajudou o Brasil a tirar o nosso país do Mapa da Fome”, disse Marina durante o debate.

Derrite afirmou que o programa é importante e associou um aumento anterior ao presidente Bolsonaro. Também acusou Lula de fazer um anúncio eleitoreiro ao reajustar o benefício. Marina respondeu que, durante o governo Bolsonaro, o valor passou de R$ 400 para R$ 600, mas com duração prevista até 31 de dezembro. Segundo ela, o reajuste promovido por Lula foi de 15%, para corrigir a inflação, sem data prevista para terminar.

O candidato do PP também disse que pretende criar um mecanismo para permitir que os beneficiários deixem o programa e não permaneçam nele. Marina afirmou que 700 mil pessoas saíram do Bolsa Família no estado de São Paulo após melhora nas condições de vida.

Indicadores citados no debate

Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo Lula teria prometido picanha e entregue desemprego, além de dizer que a população empobreceu.

Os dados mencionados no debate apontam que o Brasil deixou o Mapa da Fome pela segunda vez em julho de 2025, depois de ter retornado durante os anos de governo Bolsonaro, e registrou redução recorde nos índices de pobreza.

Entre janeiro e julho de 2026, foram criados 921.645 empregos com carteira assinada, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). No trimestre encerrado em julho de 2026, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, o menor índice registrado para esse período específico.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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