São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

PF aponta inatividade do fundo usado para financiar filme sobre Bolsonaro

Relatório afirma que o Havengate ficou sem operação por quase 4 anos antes de receber recursos ligados à produção de “Dark Horse”.

Relatório da PF sobre “Dark Horse” contraria versão de Flávio

O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, afirma que o fundo norte-americano Havengate ficou sem atividade operacional por quase 4 anos antes de receber recursos atribuídos a Daniel Vorcaro. A conclusão contraria a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro sobre a finalidade do fundo.

O documento foi divulgado depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo das investigações na 6ª feira (11.set.2026). Segundo a PF, o Havengate foi criado em 2020 e recebeu, em fevereiro de 2025, o primeiro repasse do fundador do Banco Master.

A primeira remessa, no valor de US$ 2.000.000, foi registrada em 13 de fevereiro de 2025. Os investigadores afirmam que o dinheiro passou pela Entre Investimentos antes de chegar ao fundo nos Estados Unidos.

“O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos”, diz o relatório. O documento também registra que a estrutura havia sido originalmente criada para fins imobiliários e não mantinha operação desse tipo em atividade. Para a PF, a retomada do fundo como instrumento de transferências internacionais relacionadas a uma produção cinematográfica exige verificar se o veículo financeiro era compatível com o uso declarado.

Em maio, Flávio afirmou que o Havengate havia sido criado especificamente para realizar o filme. Ele também disse que escolheu a estrutura porque Paulo Calixto, seu administrador, era advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro e pessoa de confiança do irmão. Flávio negou que os recursos tivessem beneficiado Eduardo nos Estados Unidos.

Entre os documentos liberados há uma manifestação da Procuradoria Geral da República segundo a qual Eduardo “orientou” os recursos nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram procurados para comentar o relatório, mas não haviam respondido até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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