OLINDA — O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (4) que a crise no Supremo Tribunal Federal envolve petistas, bolsonaristas e o Centrão. Para ele, os grupos trocam acusações em público, mas procuram acordos quando enfrentam problemas semelhantes.
Durante comício em Pernambuco, Renan criticou a mobilização bolsonarista prevista para o 7 de Setembro, cujo mote é “Fora Moraes”. Ele disse que apoiadores são convocados para protestar contra o ministro Alexandre de Moraes, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro tentariam reduzir a tensão com integrantes da Corte.
O candidato afirmou que o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, teria procurado o ministro Gilmar Mendes para apaziguar a situação. Renan classificou essa atuação como contraditória em relação ao discurso público de enfrentamento ao STF e acusou o bolsonarismo de usar seus apoiadores como “bucha de canhão”.
“Eles mandam as pessoas pra rua enquanto vão lá e encontrar o Gilmar Mendes pra apaziguar”, disse Renan. A declaração retomou críticas que ele já havia feito a Flávio em abril, quando afirmou que o adversário tinha “rabo preso” e “dívida de gratidão” com Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Na ocasião, também disse que integrantes da direita que se apresentam como adversários do Supremo acabam capitulando diante da Corte.
Papel de Pernambuco
Renan atribuiu importância estratégica a Pernambuco na campanha presidencial. Segundo o candidato, foi no Estado que sua candidatura “nasceu e renasceu”. Ele afirmou esperar que Pernambuco tenha, no Nordeste, uma função semelhante à que São Paulo teria para sua campanha no Sudeste.
“O papel de Pernambuco na nossa eleição não é nenhum fogo pequeno. Ele é gigantesco. Ele é colossal”, declarou.
O presidenciável citou a mobilização de apoiadores, a coleta de assinaturas para criar o Missão e o desempenho que diz registrar em Pernambuco como sinais da relevância do Estado para sua candidatura. Também afirmou esperar que a legenda eleja deputados federais e estaduais no local.







