São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Em Olinda, Renan Santos questiona acordos nos bastidores da crise do STF

Candidato afirmou que aliados de Flávio Bolsonaro mobilizam apoiadores contra Alexandre de Moraes enquanto procuram ministros do Supremo.

Em Olinda, Renan Santos questiona acordos nos bastidores da crise do STF
Foto: Reuters/Jean Carniel

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (4) que a crise no Supremo Tribunal Federal envolve petistas, bolsonaristas e o Centrão. Para ele, os grupos trocam acusações em público, mas procuram acordos quando enfrentam problemas semelhantes.

Durante comício em Pernambuco, Renan criticou a mobilização bolsonarista prevista para o 7 de Setembro, cujo mote é “Fora Moraes”. Ele disse que apoiadores são convocados para protestar contra o ministro Alexandre de Moraes, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro tentariam reduzir a tensão com integrantes da Corte.

O candidato afirmou que o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, teria procurado o ministro Gilmar Mendes para apaziguar a situação. Renan classificou essa atuação como contraditória em relação ao discurso público de enfrentamento ao STF e acusou o bolsonarismo de usar seus apoiadores como “bucha de canhão”.

“Eles mandam as pessoas pra rua enquanto vão lá e encontrar o Gilmar Mendes pra apaziguar”, disse Renan. A declaração retomou críticas que ele já havia feito a Flávio em abril, quando afirmou que o adversário tinha “rabo preso” e “dívida de gratidão” com Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Na ocasião, também disse que integrantes da direita que se apresentam como adversários do Supremo acabam capitulando diante da Corte.

Papel de Pernambuco

Renan atribuiu importância estratégica a Pernambuco na campanha presidencial. Segundo o candidato, foi no Estado que sua candidatura “nasceu e renasceu”. Ele afirmou esperar que Pernambuco tenha, no Nordeste, uma função semelhante à que São Paulo teria para sua campanha no Sudeste.

“O papel de Pernambuco na nossa eleição não é nenhum fogo pequeno. Ele é gigantesco. Ele é colossal”, declarou.

O presidenciável citou a mobilização de apoiadores, a coleta de assinaturas para criar o Missão e o desempenho que diz registrar em Pernambuco como sinais da relevância do Estado para sua candidatura. Também afirmou esperar que a legenda eleja deputados federais e estaduais no local.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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