São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Renan Santos acusa Bolsonaro de celebrar tarifaço que afeta calçados de Franca

Candidato criticou Flávio Bolsonaro e Lula ao defender retaliação comercial e uso de terras raras em negociações com os Estados Unidos.

Renan Santos critica Flávio Bolsonaro em Franca, SP, e diz que tarifaço destrói polo calçadista
Foto: Reprodução/EPTV

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (25), durante agenda de campanha em Franca (SP), que a família Bolsonaro comemorou a sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, a medida prejudica o polo calçadista do município.

Renan relacionou a cobrança ao apoio eleitoral dado por Franca à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Franca votou com muita força na família Bolsonaro nas últimas duas eleições. Os Bolsonaro retribuíram Franca com um tarifaço, comemorando”, disse.

O candidato também afirmou que a tarifa afeta o setor madeireiro do Paraná e a produção de pescados e congelados em regiões do Nordeste. Ele criticou diretamente Flávio Bolsonaro (PL), adversário na disputa presidencial.

Terras raras e plano econômico

Ao abordar as terras raras, minerais usados na fabricação de ímãs, baterias e equipamentos eletrônicos, Renan disse que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratam o tema como uma forma de aproximação subordinada a outra potência. Na avaliação dele, Lula apoiaria a China, enquanto Flávio defenderia os Estados Unidos.

O tarifaço foi anunciado em julho de 2025 pelo presidente americano Donald Trump. A medida elevou para 50% a tarifa sobre parte das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, incluindo calçados. Na carta que comunicou a decisão, Trump mencionou o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para responder à política comercial americana, Renan defendeu a aplicação de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos e o uso das terras raras como instrumento de negociação. “Que nós façamos bons acordos com eles, nunca acordos submissos”, afirmou.

Questionado sobre impostos e o tarifaço, o candidato disse que seu plano prevê a reindustrialização do país. Segundo Renan, o Brasil vive um processo de reprimarização da economia, com redução da capacidade industrial. Ele propôs ampliar investimentos públicos em energia e estradas, mudar leis trabalhistas para facilitar contratações e demissões, cortar despesas para permitir a queda dos juros e promover no exterior marcas brasileiras de produtos industrializados.

A agenda em Franca incluiu a Praça Nove de Julho, onde fica o Monumento ao Soldado Constitucionalista. O candidato também tinha passagens previstas por Uberaba (MG) e Uberlândia (MG). Na quinta-feira (24), esteve em Piracicaba (SP), São Carlos (SP) e Ribeirão Preto (SP).

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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