O Brasil colocou três instituições entre os cinco primeiros lugares do Ranking IntelLat dos Melhores Hospitais e Clínicas da América Latina 2026. O Einstein Hospital Israelita ficou em 1º lugar, seguido pelo Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina, em 2º; pela Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia, em 3º; pelo Hospital Sírio-Libanês, em 4º; e pelo Hospital Moinhos de Vento, em 5º. Na edição de 2025, havia dois hospitais brasileiros entre os cinco primeiros.
Ao todo, 41 instituições brasileiras aparecem na lista, que reúne 105 hospitais de dez países. O país tem ainda 15 hospitais entre os 50 primeiros e sete entre os 20 melhores. Além dos três líderes, integram esse grupo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em 14º lugar; o Hospital Nove de Julho, em 16º; o Hcor – Hospital do Coração, em 18º; e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em 20º. Em 2025, eram seis instituições brasileiras entre os 20 primeiros.
O número total de hospitais qualificados passou de 80 em 2025 para 105 em 2026. Ricardo Zisis, diretor executivo da IntelLat, afirmou que a inclusão de novas instituições altera a posição relativa dos hospitais que já participavam e exige análise dos resultados por especialidade e dimensão avaliada.
Desempenho por especialidade
A edição de 2026 considera oito áreas: pneumologia, oncologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pediatria, neurologia, ortopedia e traumatologia, além de endocrinologia e diabetologia. O Einstein Hospital Israelita lidera todas elas.
Em pneumologia, cinco instituições brasileiras estão entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Nove de Julho e Hospital Santa Joana Recife. Em oncologia, os quatro nomes do país entre os dez primeiros são Einstein Hospital Israelita, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento e Hcor – Hospital do Coração. Nessa especialidade, 14 instituições brasileiras aparecem entre os 35 hospitais classificados.
Na área de ginecologia e obstetrícia, o Brasil tem quatro instituições entre as dez primeiras: Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento, Casa de Saúde São José e Hospital Santa Joana Recife. São 12 instituições brasileiras entre os 35 classificados.
Em cardiologia, Einstein Hospital Israelita, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Moinhos de Vento estão entre os dez primeiros. Ao todo, 13 instituições brasileiras aparecem entre os 35 classificados. Em pediatria, o país também tem três representantes entre os dez primeiros: Einstein Hospital Israelita, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Moinhos de Vento. A lista da especialidade reúne 14 hospitais brasileiros entre 35 classificados.
O Einstein Hospital Israelita também lidera neurologia, ortopedia e traumatologia, além de endocrinologia e diabetologia. Nessas áreas, aparecem ainda Hospital Moinhos de Vento e Hospital Nove de Julho, em neurologia; Hospital Sírio-Libanês e Hospital Vitória, em ortopedia e traumatologia; e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), em endocrinologia e diabetologia.
Critérios da avaliação
A IntelLat analisa nove dimensões: segurança, pessoas, conhecimento, eficiência, telemedicina, tecnologia, sustentabilidade, experiência do paciente e prestígio. Entre os 20 primeiros em cada dimensão, há 11 instituições brasileiras em conhecimento, nove em tecnologia, sete em segurança e sete em sustentabilidade. Entre os 50 primeiros, o Brasil reúne 21 instituições em segurança, 19 em conhecimento, 19 em sustentabilidade e 18 em experiência do paciente.
O Einstein Hospital Israelita ocupa a primeira posição em segurança, pessoas, conhecimento, tecnologia, experiência do paciente, telemedicina e prestígio. O Hospital Moinhos de Vento está em segundo lugar em tecnologia, e o Hospital Sírio-Libanês, em terceiro. Em conhecimento, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre aparece na segunda colocação.
O ranking combina informações quantitativas e qualitativas fornecidas pelas próprias instituições e validadas pela equipe da IntelLat. O questionário tem 167 perguntas e mais de mil pontos de dados. Para se qualificar, o hospital precisa atingir pontuação mínima de 40 pontos. A avaliação considera indicadores de qualidade e gestão hospitalar, além dos resultados por especialidade.








