São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Projeto no Senado prevê vacina contra herpes-zóster no SUS

Proposta prevê vacinação gratuita para pessoas acima de 50 anos e adultos imunocomprometidos, mas ainda depende de novas etapas legislativas.

Projeto no Senado prevê vacina contra herpes-zóster no SUS
Foto: Aflo Images/Canva

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou uma proposta que prevê a oferta gratuita da vacina contra o herpes-zóster pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O texto contempla pessoas com mais de 50 anos e adultos a partir dos 18 anos com imunossupressão ou outras condições que afetem as defesas do organismo.

A aprovação não libera imediatamente a vacina na rede pública. O projeto ainda precisa concluir o turno suplementar no Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados. No sistema do Senado, a proposta aparece como em tramitação e aguarda essa etapa.

Como a doença se manifesta

O herpes-zóster, também chamado de cobreiro, surge pela reativação do vírus varicela-zóster, responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece no organismo e pode voltar a se manifestar anos ou décadas depois.

Os sintomas podem começar antes das alterações na pele. Dor, ardência, formigamento, coceira, sensação de agulhadas, febre, dor de cabeça e mal-estar estão entre os sinais descritos. Em seguida, costumam aparecer manchas avermelhadas e bolhas pequenas, geralmente em apenas um lado do corpo e acompanhando o caminho de um nervo.

Como a doença atinge os nervos, a dor pode ser descrita como queimação, choques ou pontadas. Em parte dos casos, ela continua depois do desaparecimento das lesões. O Ministério da Saúde informa que a neuralgia pós-herpética pode durar semanas e ocorre com mais frequência entre pessoas mais velhas.

O oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá, afirma que o comprometimento dos olhos exige atenção porque pode causar inflamações profundas e afetar a visão. A doença também pode atingir o nervo ligado a parte da face e provocar paralisia facial.

Quem tem maior risco

A possibilidade de reativação aumenta com o envelhecimento e com a redução da resposta imunológica. Também estão entre os grupos vulneráveis pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e indivíduos que fazem uso de medicamentos imunossupressores, conforme o Ministério da Saúde. Algumas doenças crônicas também podem estar relacionadas ao problema.

A vacina recombinante contra o herpes-zóster tem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é indicada para adultos a partir dos 50 anos e para pessoas desde os 18 anos que apresentam risco aumentado. O esquema informado pelo Senado utiliza duas doses, com a segunda geralmente aplicada entre dois e seis meses depois da primeira.

Além da vacinação, o atendimento rápido é importante. De acordo com o Ministério da Saúde, iniciar o tratamento antiviral até 72 horas depois do aparecimento das lesões reduz a chance de neuralgia pós-herpética. Quem tiver dor, ardência ou formigamento acompanhados de alterações na pele deve procurar avaliação médica.

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina recombinante ao SUS para idosos com 80 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. A decisão foi tomada após discussão na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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