A segurança das plataformas e o uso de informações pessoais estão entre as principais dúvidas de brasileiros que recorrem à telemedicina. Uma pesquisa do Olá Doutor mostra que 47% dos entrevistados não sabem como seus dados são armazenados, enquanto 47,6% questionam quem pode acessar essas informações.
O levantamento ouviu 500 adultos maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões e conectados à internet. A pesquisa teve índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Os participantes responderam a 8 questões sobre frequência de uso, finalidades das consultas e dificuldades relacionadas ao atendimento online.
Desafios para identificar serviços confiáveis
Também há insegurança sobre a autenticidade de médicos e plataformas. De acordo com o estudo, 34,2% dos entrevistados se consideram pouco preparados para reconhecer imagens de médicos geradas por inteligência artificial em vídeos ou consultas. Em relação às plataformas, 40,4% têm dificuldade ou não saberiam identificar um serviço falso, e 37,8% dizem que conseguiriam fazer esse reconhecimento apenas parcialmente.
O Conselho Federal de Medicina alerta para a existência de perfis de “médicos fake” criados com inteligência artificial. Esses personagens usam aparência e voz realistas para divulgar orientações sem comprovação científica, livros digitais e outros produtos, principalmente para pessoas idosas, conforme a instituição.
Entre os entrevistados que afirmam conseguir reconhecer um serviço confiável, os critérios mais citados são o endereço e o site da plataforma, apontados por 57,4%; a reputação do serviço, por 49,2%; o CNPJ e os dados da empresa responsável, por 47,8%; e os comentários de outros usuários, por 45,6%.
Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, afirma que as empresas do setor devem reforçar a validação de identidades e credenciais médicas, além de fornecer informações que ajudem o paciente a saber quem realiza o atendimento. “As empresas de telemedicina têm um papel importante quando o assunto é garantir uma experiência segura e transparente”, disse.
Motivos para buscar atendimento online
A pesquisa indica que 46% dos participantes já tiveram alguma experiência com telemedicina. Entre as finalidades mais comuns estão a avaliação de sintomas, citada por 53,4%; as consultas de rotina, por 50%; o esclarecimento de dúvidas de saúde, por 47,6%; e a prescrição ou renovação de medicamentos, por 33,6%.
A experiência relatada por quem já usou a modalidade também foi avaliada. Uma boa experiência com consultas online foi mencionada por 37,8% dos entrevistados. Outros 25,4% disseram ter se sentido mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam, enquanto 19,2% afirmaram já ter recomendado uma plataforma de telemedicina a outras pessoas.
Os dados foram organizados a partir das respostas sobre o uso das plataformas, as finalidades mais frequentes e as dificuldades encontradas por quem busca consultas pela internet. O levantamento foi realizado pelo Olá Doutor, plataforma que conecta pacientes a médicos.








