BERLIM — O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, defenderam uma Europa mais forte durante a Conferência dos Embaixadores, realizada em Berlim. O encontro tratou da segurança da Aliança, do apoio à Ucrânia e das ações híbridas atribuídas à Rússia.
Wadephul afirmou que a Rússia mantém a guerra contra a Ucrânia e representa uma ameaça à NATO além do flanco leste. “Não podemos iludir-nos”, disse o ministro. Ele citou ciberataques, operações de sabotagem, desinformação e ataques contra infraestruturas críticas como parte das ações russas.
O ministro também declarou que o fortalecimento da Europa contribui para a capacidade de defesa da NATO. Para ele, o objetivo é garantir uma dissuasão credível. Wadephul defendeu ainda a continuidade do apoio à Ucrânia, que, segundo ele, segue necessitando de capacidades de defesa aérea.
A Alemanha se comprometeu, apenas na semana passada, a fornecer mísseis adicionais de defesa aérea Patriot. Em conjunto com o Canadá, o país assume a maior parcela do apoio militar à Ucrânia, conforme afirmou Wadephul.
Durante a conferência, também foram discutidos comércio, novas tecnologias e inteligência artificial. Maroš Šefčovič, comissário europeu do Comércio, participou das conversas sobre o reforço de parcerias comerciais.
Rutte elogiou a resposta alemã à tentativa de ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig/Halle, no início de agosto, atribuída à Rússia. O secretário-geral afirmou que Moscou tenta impedir o apoio da NATO à Ucrânia e avaliou que as ações russas indicam fraqueza e fracasso no conflito.
A Alemanha também contribui para a segurança da Aliança com uma brigada estacionada na Lituânia. Até ao final de 2027, deverão ser colocados no país 4.800 militares e 200 funcionários civis. Wadephul ressaltou que a Alemanha é um aliado da NATO há mais de 70 anos.







