São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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General alemão assumirá comando militar da Otan em 2027

Carsten Breuer foi eleito para presidir o Comitê Militar da Otan, enquanto a aliança afirma estar preparada para uma escalada com a Rússia.

General alemão assumirá comando militar da Otan em 2027

O general alemão Carsten Breuer foi eleito neste sábado (19) para presidir o Comitê Militar da Otan, a principal instância militar da aliança. Ele assumirá o posto em meados de 2027, sucedendo o italiano Giuseppe Cavo Dragone, e terá mandato de três anos.

O Ministério da Defesa da Alemanha informou que Breuer terá como orientação central lidar com a ameaça russa, considerada crescente. O ministro Boris Pistorius afirmou que a escolha representa confiança na Alemanha e reconhecimento das medidas adotadas pelo país para fortalecer a organização.

Após uma reunião dos 32 chefes militares da Otan, em Copenhague, Dragone disse que a estrutura da aliança está preparada para uma eventual escalada das tensões com a Rússia. “A estrutura está pronta. Os soldados, os sistemas e o armamento estão prontos”, declarou.

O comandante também mencionou a existência de 4.000 páginas de planos para o flanco leste. Segundo ele, os documentos abrangem situações de crise de menor escala, interferências no território de países-membros e cenários mais graves relacionados ao Artigo 5 do tratado da Otan. Esse dispositivo estabelece que um ataque contra um integrante representa uma agressão à aliança.

Mudanças na estrutura de defesa

A presidência do Comitê Militar é tradicionalmente ocupada por um europeu ou canadense. Já o Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa é um oficial americano nomeado pelo presidente dos Estados Unidos.

Pistorius afirmou que os países europeus precisarão ampliar os investimentos em segurança e dissuasão convencional, enquanto os Estados Unidos deverão direcionar atenção a outras regiões. Sob pressão de Donald Trump e diante da rivalidade principalmente com a China, vários países elevaram seus orçamentos de defesa e aprovaram a meta de destinar 5% do PIB à segurança até 2035.

A Alemanha se tornou a principal doadora à Ucrânia para apoiá-la na guerra contra a Rússia. Berlim afirma estar na linha de frente diante de Moscou e acusa o país de realizar ataques híbridos, como espionagem, sabotagem e ataques cibernéticos.

Dimitry Medvedev, ex-presidente e ex-primeiro-ministro russo que lidera o partido Rússia Unida, acusou os europeus de travarem uma guerra direta contra a Rússia por causa do apoio a Kiev.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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