SÃO PAULO — A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai ressarcir a concessionária Trívia Trens em R$ 24,4 milhões por serviços contratados para as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O pagamento está relacionado ao período em que a estatal reassumiu temporariamente a gestão dos ramais.
O valor aparece em um extrato de aditamento publicado na edição de sexta-feira (11) do Diário Oficial do Estado de São Paulo. Conforme o documento, o pagamento ocorrerá a partir de 24 de julho, data em que a CPTM retomou a gestão das linhas.
Em nota, a CPTM informou que o ressarcimento corresponde a serviços previamente contratados pela concessionária, incluindo manutenção de elevadores e escadas rolantes, limpeza e outros custos operacionais das estações. A estatal afirmou que os valores não são remuneração pela operação dos ramais durante o período em que o serviço está sob sua responsabilidade.
A Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) suspendeu por 90 dias a operação da Trívia Trens dois dias depois do início da concessão. A medida foi motivada por falhas de operação e suspendeu a ordem de serviço que autorizava a atuação exclusiva da empresa.
Com a decisão, a concessionária retornou à fase pré-operacional do contrato, enquanto a CPTM voltou a responder pela operação e pela manutenção das linhas. Se o cronograma for mantido, a Trívia Trens poderá reassumir o serviço somente no mês que vem.
O episódio mais grave ocorreu em 23 de julho. Uma falha no fornecimento de energia provocou um princípio de incêndio próximo ao pátio de manutenção da região da Bresser-Mooca. Passageiros precisaram caminhar pelos trilhos, e a circulação das linhas foi interrompida, com reflexos no sistema ferroviário e metroviário da capital.







