As exportações brasileiras para a China cresceram 15% no acumulado de janeiro a agosto e chegaram a US$ 77,070 bilhões. No mesmo período, as vendas aos Estados Unidos recuaram 9,7% em valor e 13,6% em volume, totalizando US$ 24,105 bilhões.
Em agosto, porém, o comércio com os Estados Unidos teve alta de 12,1% em valor, com exportações de US$ 3,190 bilhões, na comparação com agosto de 2025. O volume vendido caiu 3,1%. Para Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), o aumento mensal esteve relacionado aos preços.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Brandão afirmou que as interferências no comércio bilateral provocam oscilações e incertezas nos resultados mensais da balança comercial brasileira. “Temos observado uma grande oscilação nesse fluxo”, disse o diretor.
O avanço de agosto foi concentrado nos segmentos de aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos semiacabados, ferro e aço, cimento e materiais de construção. Segundo Brandão, aeronaves e carne bovina ficaram fora das tarifas aplicadas ao Brasil. Ele relacionou a alta do preço da carne bovina no comércio exterior ao desempenho do produto e disse que as vendas de aeronaves provavelmente estão ligadas ao cumprimento de contratos com importadores dos Estados Unidos.
A Casa Branca adotou uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, associada à conclusão de uma investigação por práticas comerciais injustas, e uma tarifa adicional de 12,5% aplicada ao Brasil e a outras 59 economias. A segunda medida foi justificada por falhas na fiscalização da importação de produtos feitos com trabalho forçado.
As importações brasileiras de produtos americanos somaram US$ 4,014 bilhões em agosto, alta de 1,1%. No acumulado do ano até agosto, foram US$ 27,316 bilhões, queda de 8,6%.







