São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

França troca projeção de Mercator por mapa que preserva melhor o tamanho dos continentes

O Ministério das Relações Exteriores francês adotará a projeção Eckert IV, considerada mais fiel às proporções reais das áreas continentais.

França troca projeção de Mercator por mapa que preserva melhor o tamanho dos continentes

A França vai deixar de usar a projeção de Mercator como padrão nos mapas de sua diplomacia e adotar a Eckert IV, que representa de forma mais fiel as proporções reais dos continentes. A mudança foi anunciada na sexta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, durante um evento na Sorbonne.

A projeção de Mercator amplia visualmente as regiões próximas aos polos e reduz a dimensão aparente das áreas equatoriais. Com a adoção do novo modelo, a França passará a parecer menor em comparação com países próximos do equador, como os Estados Unidos e a Rússia.

“Um mapa nunca é totalmente neutro”, afirmou Barrot. Segundo o ministro, a representação tradicional dá importância visual desproporcional aos Estados Unidos, à Rússia e à China em relação à África, à América Latina e ao Sudeste Asiático. Ele também citou a Groenlândia, que tem aproximadamente a mesma dimensão que a República Democrática do Congo ou a Argélia, mas parece quase tão extensa quanto todo o continente africano nos mapas de Mercator.

Mudança começou antes do anúncio

A substituição não ocorrerá de uma só vez. O Ministério das Relações Exteriores da França começou em 2021 a reduzir o uso da projeção de Mercator, com o objetivo de oferecer uma representação geográfica mais precisa do mundo. Os mapas foram progressivamente retirados dos sites públicos da diplomacia francesa.

O ministério também informa que as vantagens e as limitações de cada tipo de representação são apresentadas em eventos com a participação de cartógrafos, como as Jornadas Europeias do Patrimônio e o Festival Internacional de Geografia de Saint-Dié-des-Vosges.

A projeção de Mercator continuará sendo usada em um número limitado de situações, incluindo mapas regionais ou locais na zona equatorial e mapas de navegação. Nas escolas francesas, porém, a maioria dos planisférios ainda utiliza esse modelo.

Decisão acompanha orientação da ONU

A mudança francesa foi anunciada no mesmo período em que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução sobre representações cartográficas. O texto recebeu o apoio de 164 Estados-membros e recomenda o uso da projeção Equal Earth, desenvolvida em 2018, ou de outros mapas que preservem melhor as proporções das áreas continentais.

A resolução foi patrocinada pelo Togo e não tem caráter obrigatório. Os Estados Unidos votaram contra, enquanto Estónia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia se abstiveram.

A ONU esclareceu que a decisão não proíbe a projeção de Mercator nem determina um mapa único. A União Africana já havia adotado a Equal Earth em março passado.

A França optou pela Eckert IV, criada em 1906. Embora seja próxima da Equal Earth, a projeção francesa não é idêntica e apresenta diferenças na forma atribuída aos continentes. A Mercator, portanto, continuará disponível em plataformas digitais e em outros usos, incluindo a navegação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5