São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Mapas do IBGE adotam projeção que reduz distorções e muda a orientação do mundo

Publicações usam a projeção Terra Igual, colocam o Brasil no centro e mostram que o norte no topo é uma convenção histórica.

Mapas do IBGE adotam projeção que reduz distorções e muda a orientação do mundo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou mapas-múndi que apresentam o Brasil no centro e, em alguns modelos, colocam o hemisfério Sul na parte superior. A orientação diferente das representações mais conhecidas não é considerada um erro cartográfico.

A coleção reúne três mapas temáticos, lançados de 2024 a 2026 como parte das comemorações de 7 de setembro, data da Independência do Brasil. Os arquivos podem ser baixados gratuitamente na loja virtual do IBGE, que também oferece versões impressas.

Os mapas são vendidos em quatro tamanhos, de A0 a A4. Os preços variam de R$ 10 a R$ 90.

A base cartográfica escolhida é a Terra Igual (Equal Earth), representação aprovada pela ONU que procura diminuir as diferenças de tamanho entre continentes e países observadas em projeções tradicionais.

A orientação dos mapas

Especialistas explicam que não há uma posição cientificamente correta para colocar o planeta em uma representação cartográfica. Com a Terra planificada, o mapa pode ser orientado de diferentes maneiras sem comprometer a precisão geográfica.

A preferência pelo norte na parte superior é uma convenção histórica associada à disseminação de projeções como a de Mercator, criada em 1569. Esse modelo amplia visualmente áreas próximas aos polos, como a América do Norte e a Europa, e diminui a proporção aparente de regiões próximas à linha do Equador, entre elas a África e a América do Sul.

Segundo especialistas, esse efeito pode contribuir para a percepção de que regiões do norte estão ligadas à riqueza, ao desenvolvimento e a status mais elevados, enquanto áreas do sul seriam associadas à pobreza e a condições menos favoráveis.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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