São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

MPF e MP/AL acompanham ações sobre memória da ditadura em Alagoas

Reunião tratou da troca de nomes de espaços públicos, do acesso a documentos e da publicação de livro sobre a Comissão da Verdade.

MPF e MP/AL acompanham ações sobre memória da ditadura em Alagoas

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e a Comissão Estadual da Memória e Verdade de Alagoas discutiram, na manhã desta segunda-feira (14), medidas para preservar a memória e garantir o acesso à verdade sobre a ditadura militar no estado.

A reunião foi coordenada por Bruno Lamenha, procurador regional dos Direitos do Cidadão em Alagoas, e Alexandra Beurlen, promotora de Justiça de direitos humanos. Um dos temas foi o andamento de recomendações dirigidas a prefeituras e Câmaras de Vereadores para alterar nomes de escolas, ruas e outros espaços públicos que homenageiam agentes envolvidos com a repressão política durante a ditadura.

Mudança de nomes e respostas dos municípios

As recomendações foram encaminhadas a diferentes municípios alagoanos. Pilar informou ter apresentado projeto de lei para mudar o nome de uma escola. Depois da alteração, o município prevê criar uma comissão técnica para registrar no próprio espaço as razões históricas da mudança.

Em União dos Palmares, a prefeitura informou que a denominação indicada pelo MPF havia sido modificada por lei municipal em 1986. Em Maceió, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) afirmou que a mudança de nome de um logradouro depende de iniciativa legislativa, aprovação da Câmara e sanção do Executivo.

O MPF considerou a resposta insuficiente e pediu uma posição definitiva da Prefeitura e da Câmara Municipal. Na reunião, também foi discutida a possibilidade de diálogo institucional com o Legislativo municipal para buscar uma solução consensual.

Documentos e publicação de livro

Os participantes relataram dificuldades de pesquisadores para consultar documentos históricos sob guarda da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), entre eles registros ligados à antiga Assessoria Especial de Segurança e Informação (Aesi). O MPF informou ter recebido ofício da Ufal comunicando a liberação do acesso ao acervo. A informação foi compartilhada com os historiadores e professores Geraldo de Majella e Anderson Almeida.

Parte dos documentos, depoimentos e gravações reunidos pela Comissão da Verdade foi preservada. Segundo os participantes, esse material poderá apoiar novas pesquisas e iniciativas sobre a memória histórica de Alagoas. O relatório produzido pela comissão não reuniu todo o conteúdo existente devido aos obstáculos enfrentados durante os trabalhos.

Também avançou a proposta de publicar um livro sobre a experiência da Comissão da Verdade em Alagoas. A ideia é incluir textos sobre o contexto histórico, as comissões da verdade, os testemunhos, a memória oral, a Justiça de Transição e o papel dos Ministérios Públicos.

Outras iniciativas previstas para 2027 foram discutidas, com definição dos primeiros passos. Os procedimentos citados são MPF – PAA nº 1.11.000.000460/2026-46; MP/AL – PA nº 09.2026.00000665-9 e PU nº 02.2026.00003234-6.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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