São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Operação Sonar investiga propina e desvio de recursos no Pará

Ação conjunta cumpriu 12 mandados, apreendeu R$ 1,2 milhão e afastou 12 servidores de empresa pública federal.

Operação Sonar investiga propina e desvio de recursos no Pará

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sonar no último dia 15 para investigar desvios de dinheiro público, cobrança de propina e fraudes em contratos de uma empresa pública federal sediada em Belém. As apurações do MPF são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A investigação começou após denúncias de cidadãos encaminhadas à CGU pela plataforma Fala.BR. As informações foram integradas pelos órgãos, que identificaram a atuação de um grupo criminoso na administração da estatal.

Medidas judiciais

A Justiça Federal no Pará expediu 12 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços residenciais e comerciais em Belém e Ananindeua. As equipes apreenderam carros, joias e R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo.

Um investigado foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação de valores. Segundo as investigações, ele mantinha a quantia em espécie e não comprovou a origem legal do recurso.

A Justiça também determinou o afastamento de 12 servidores públicos. Eles estão impedidos de acessar as dependências e os sistemas de informática da empresa, além de não poderem manter contato com fornecedores e outros investigados.

Para garantir a devolução de recursos aos cofres públicos, foram bloqueados R$ 17 milhões em bens dos envolvidos. A decisão autorizou ainda o acesso a dados bancários e fiscais de 35 pessoas e empresas e determinou a suspensão de contratos sob suspeita.

Suspeitas investigadas

De acordo com as apurações, funcionários retinham o pagamento de faturas referentes a serviços já prestados e cobravam comissão em dinheiro vivo para liberar os valores aos credores. O grupo também criava falsas situações de emergência para direcionar contratações, sem licitação, a empresas previamente combinadas.

Os suspeitos usavam empresas de fachada e contas em nome de laranjas para ocultar a origem do dinheiro. Os investigados podem responder por organização criminosa, desvio de recursos públicos, corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Documentos, computadores e mídias apreendidos serão periciados para aprofundar o caso.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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