São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

PF investiga repasse de R$ 2 milhões ligado a filme sobre Bolsonaro

Operação mira deputado Mario Frias e duas organizações associadas à produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a organizações ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Mario Frias (PL-RJ) está entre os alvos da apuração.

Também são investigados o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações associadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora do filme. A empresa Go Up, responsável pela produção, não está incluída nos mandados. O celular de Frias foi apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais.

A PF afirma suspeitar da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Segundo a corporação, os valores recebidos teriam sido direcionados a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação de que os serviços contratados foram prestados. Para os investigadores, as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano.

Origem da apuração

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal depois que a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pediu a investigação de repasses de emendas para organizações ligadas à produtora de “Dark Horse”. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mario Frias se manifestasse sobre os fatos em cinco dias.

A intimação não foi entregue. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou localizar o deputado três vezes no gabinete parlamentar. Depois, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Novas buscas foram feitas na semana seguinte, sem contato com o deputado.

Em 15 de abril, Dino abriu uma apuração preliminar sobre a destinação de emendas de deputados do PL para organizações ligadas à produtora. Frias afirmou que a acusação era “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória” e negou que a emenda questionada tivesse sido destinada a qualquer produção cinematográfica.

O filme também passou a ser investigado após a divulgação de informações sobre pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, ao projeto. Preso em Brasília, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos.

Na quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a decisão que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois foram reintegrados. Em decisão sobre o retorno de Rodrigues, Dino citou o impacto do afastamento nas investigações relacionadas ao filme.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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