São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Cury propõe escolha do chefe da PF a partir de lista de delegados

Candidato do Avante afirma que o modelo daria mais autonomia à Polícia Federal diante do governo de turno.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido pelo presidente a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A proposta foi apresentada durante entrevista coletiva, em meio à crise envolvendo o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da corporação.

Pelo modelo defendido por Cury, os próprios delegados federais escolheriam três nomes, e o presidente da República indicaria um deles. Para o candidato, a medida reduziria a interferência política e reforçaria a autonomia da PF.

Atualmente, o diretor-geral da Polícia Federal é escolhido diretamente pelo presidente, sem exigência de lista tríplice ou aprovação do Congresso. O nomeado precisa ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação ocorre por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato do presidente e assumiu a direção da PF em janeiro de 2023. Antes, Rodrigues foi responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupou cargos de direção na própria corporação.

A defesa da lista tríplice ocorreu durante o acirramento de uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal, após a revelação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF por causa de supostas irregularidades na elaboração de um relatório de inteligência usado por Moraes para solicitar uma investigação contra Mendonça.

O afastamento foi revertido pelo ministro Flávio Dino, que argumentou que mudanças repentinas no comando da PF, incluindo a substituição de Leandro Almada na diretoria de inteligência, poderiam comprometer investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão de Dino. Disse, porém, estar “muito triste” com os episódios envolvendo o STF e defendeu que autoridades públicas prestem contas à sociedade. Na avaliação dele, a crise tem contribuído para o desgaste da imagem da Corte perante a população brasileira.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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