SÃO PAULO — O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou que poderá apoiar Flávio Bolsonaro, do PL, em um eventual segundo turno, desde que o candidato esclareça suspeitas relacionadas ao filme sobre Jair Bolsonaro. Cury também exigiu que Flávio se comprometa formalmente a executar seu plano de governo.
A declaração ocorreu horas depois de a Polícia Federal deflagrar uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinados à produção do filme. Cury disse que seus apoiadores só estarão liberados para votar em Flávio se houver comprovação sobre a origem e o destino do dinheiro.
“Ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do 'Dark Horse'”, afirmou Cury. O candidato também descartou apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um eventual segundo turno.
Cury justificou a rejeição ao petista citando indicadores de educação que, segundo ele, mostram falta de condições para melhorar a área. Também mencionou o aumento dos feminicídios e do endividamento das famílias.
O escritor aparece em terceiro lugar na disputa presidencial. A última pesquisa Quaest citada no levantamento registra 8% das intenções de voto para Cury, o que tornou seu apoio alvo de interesse das duas principais candidaturas.
Declarações de outros candidatos
Renan Santos, candidato do Missão, afirmou que a operação da Polícia Federal pode influenciar o desempenho de Flávio nas pesquisas por ampliar a presença do nome do candidato do PL no noticiário. Ele também disse acreditar que o eleitor já demonstrou não dar importância à corrupção. Renan participou de um ciclo de debates da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.
Ao comentar a crise no Supremo Tribunal Federal, Renan declarou que o próximo presidente fará quatro nomeações para a Corte e avaliou que isso poderá levar a uma pacificação institucional. Ele defendeu que essa acomodação não ocorra com tolerância a desvios, mas por meio de um novo pacto de funcionamento institucional.
Romeu Zema, candidato do Partido Novo, elogiou a decisão do presidente do Supremo, Edson Fachin, que anulou despachos de André Mendonça e Flávio Dino relacionados ao comando da Polícia Federal. Zema deu as declarações em entrevista.
A assessoria de Ronaldo Caiado informou que o candidato foi internado para tratar uma faringite aguda. O objetivo, segundo a equipe, é acelerar a recuperação para que ele retome a agenda de campanha o mais breve possível.







