São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Renan Santos propõe fim de cursos públicos de Direito, Sociologia e Antropologia

Candidato do Missão também criticou a autonomia universitária e classificou Fies e ProUni como “fiascos”.

Renan Santos quer acabar com curso de Direito gratuito e outras duas graduações e chama Fies e Prouni de ‘fiascos’

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, defendeu o fim da gratuidade dos cursos públicos de Direito, Sociologia e Antropologia. Ele também propôs acabar com a autonomia universitária e concentrar os recursos do ensino superior em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (9), durante evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil. Renan Santos afirmou que o financiamento público não deveria priorizar a formação de antropólogos e sociólogos em um país onde, segundo ele, as pessoas são muito pobres. “Quer fazer sociologia, quer fazer faculdade de direito? Pague”, disse.

O candidato criticou o modelo atual de investimento em pesquisa e defendeu que as áreas conhecidas pela sigla em inglês Stem recebam os recursos por contribuírem para o aumento da produtividade. Também afirmou que a produção científica das universidades não tem “nada de útil”.

Autonomia universitária

Renan Santos disse que uma das disputas que deveriam ser enfrentadas seria o fim da autonomia universitária. Para ele, esse modelo permite aumentos salariais próprios e mantém sistemas de gestão que não direcionam as instituições para áreas como tecnologia e biotecnologia.

A Constituição Federal estabelece, no Artigo 207, que as universidades públicas têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. O candidato defendeu ainda que os incentivos destinados a universidades privadas sejam concentrados em poucas instituições e que aumentem as parcerias entre universidades e empresas privadas.

Na mesma ocasião, Renan Santos classificou o Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, e o ProUni, Programa Universidade para Todos, como “fiascos”. Segundo ele, os programas endividaram estudantes, enquanto o sistema de renúncias fiscais no ensino superior beneficiou grupos educacionais que chamou de “fábricas de diploma”.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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