A probabilidade de o Federal Reserve elevar os juros para a faixa entre 3,75% e 4% chegou a 90,3%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. A expectativa, antes concentrada na reunião de outubro, passou a incluir o encontro desta semana e aumentou a pressão sobre os títulos de curto prazo, mais sensíveis às projeções para a taxa básica americana.
Os rendimentos dos Treasuries subiram nesta segunda-feira (14), enquanto os preços dos papéis recuaram. Essa relação é inversa: quando os investidores exigem remuneração maior para comprar os títulos, o preço diminui; quando a procura pelos papéis cresce e os preços avançam, o rendimento cai.
O rendimento do Treasury de 2 anos atingiu 4,677% no pico das negociações, o maior nível desde julho de 2024. Já o título de 10 anos chegou a 5,017%, maior patamar desde outubro de 2023. Esse papel é uma referência para as expectativas sobre os juros americanos no longo prazo.
Petróleo e tensão no Oriente Médio
O petróleo Brent, referência global, avançou até 4,90%, para US$ 109,74. A alta reforçou o temor de uma inflação mais elevada, o que eleva o prêmio exigido pelos investidores para manter títulos públicos.
A pressão sobre os mercados ocorre em meio à escalada da guerra no Irã. Ataques de drones atingiram um oleoduto na Arábia Saudita e suspenderam temporariamente as operações da instalação. Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, também confirmaram o lançamento de dezenas de mísseis balísticos e drones contra alvos militares no sul da Arábia Saudita.
A escalada elevou os riscos para as exportações sauditas pelo mar Vermelho após a obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, a passagem respondia pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. A tensão ainda levou os Estados do Golfo a adiar uma reunião sobre a gestão do estreito.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 0,77%, o Dow Jones caiu 0,25% e o Nasdaq perdeu 0,45%.








