São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

BRICS discute guerra, energia e divergências entre integrantes na Índia

Cúpula reunirá líderes de Rússia, China e Irã, enquanto Brasil será representado pelo ministro Mauro Vieira.

BRICS discute guerra, energia e divergências entre integrantes na Índia

A cúpula dos BRICS terá como principais temas os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, além dos efeitos da guerra sobre os preços do petróleo e do gás. O encontro será realizado na Índia, com reuniões previstas para 12 e 13 de setembro.

Vladimir Putin, Masoud Pezeshkian e Narendra Modi devem se reunir na sexta-feira (10), em Nova Délhi. A presença do presidente chinês, Xi Jinping, foi confirmada pelo governo de Pequim nesta quinta-feira (10). Será a primeira visita de Xi à Índia desde 2019.

O Brasil não terá a participação de Luiz Inácio Lula da Silva. Fontes diplomáticas informaram que Lula decidiu permanecer no país para se concentrar na campanha pela reeleição nas eleições de outubro. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve representar o governo brasileiro.

Divergências sobre o Irã e a Ucrânia

O grupo foi criado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a entrada posterior da África do Sul. A formação também passou a incluir Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Mohamed Bin Zayed al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, deve viajar à Índia.

A guerra iniciada em fevereiro no Oriente Médio, após ataques americanos e israelenses contra o Irã, expõe posições diferentes entre os integrantes. China e Rússia mantêm o comércio com Teerã, apesar das ameaças de sanções de Donald Trump. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, por outro lado, são hostis ao Irã e foram alvo de represálias da República Islâmica nos últimos meses.

“A guerra contra o Irã constitui um teste para a coesão do grupo”, afirmou Shilan Shah, do centro de estudos Capital Economics. Harsh V. Pant, da Observer Research Foundation, disse que o conflito será a principal linha de fratura da reunião.

Durante um encontro da Organização de Cooperação de Xangai no Quirguistão, no início do mês, Pezeshkian pediu que Washington voltasse às negociações, em um discurso diante de Xi e Putin.

Petróleo russo e comércio chinês

A Índia mantém relações cordiais com o Irã, mas também busca preservar um equilíbrio com os Estados Unidos. Como aliada tradicional de Moscou, continuou importando petróleo russo apesar das sanções americanas. Os Estados Unidos afirmam que essas compras financiam a guerra contra a Ucrânia.

O encontro entre Putin e Modi, seis meses após a última visita do presidente russo à Índia, também servirá para avaliar os vínculos entre os dois países. Modi evitou condenar abertamente a invasão russa e pediu a Putin que encontre uma solução para o conflito. O apelo foi recebido pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.

A cúpula ainda poderá abordar o peso econômico da China dentro do bloco. As exportações chinesas têm forte presença nos países parceiros, incluindo a Índia. Para Shah, Pequim deveria usar a reunião para ampliar o comércio entre os membros, embora alguns possam interpretar a iniciativa como uma tentativa de promover interesses próprios.

As forças de segurança devem isolar grande parte de Nova Délhi a partir de sexta-feira.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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