São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Carteiras ampliadas combinam ativos locais e internacionais para objetivos de longo prazo

Dados da B3 mostram alta no número de investidores individuais, enquanto especialistas destacam planejamento, diversificação e atenção às obrigações fiscais.

Carteiras ampliadas combinam ativos locais e internacionais para objetivos de longo prazo

A quantidade de investidores individuais em renda variável chegou a 5,6 milhões no segundo trimestre de 2026, conforme dados da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O resultado representa crescimento de 4% em relação aos 5,4 milhões registrados no encerramento de 2025. No mesmo período, cerca de 1,7 milhão de pessoas fizeram pelo menos uma operação mensal no mercado de ações.

Os dados também mostram a expansão de produtos específicos. Em 2025, os ETFs, fundos de índice, reuniram 668,4 mil investidores. Já os BDRs, certificados de ações estrangeiras, alcançaram 980,9 mil adeptos e R$ 14,8 bilhões em custódia.

Distribuição dos recursos

A diversificação envolve dividir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, como renda fixa, ações, fundos imobiliários, Tesouro Direto e investimentos no exterior. A estratégia busca reduzir a dependência de um único tipo de aplicação, enquanto o planejamento de longo prazo aparece como uma das principais razões para a escolha.

O engenheiro eletricista Lucas Villa Nova começou a investir em 2022, quando era estagiário. Segundo ele, parte da bolsa era separada com foco no futuro. Hoje, sua carteira está distribuída em quatro classes, com cerca de 25% em cada uma: renda fixa, ações, fundos imobiliários e um grupo que reúne ativos internacionais, fundos multimercado e uma pequena parcela de criptomoedas.

Classificado como moderado, Lucas aceita oscilações em busca de resultados futuros e pretende direcionar a estratégia para a aposentadoria. “Não espere o melhor momento para começar, o melhor momento de determinado ativo ou de determinada ação. Comece hoje. Porque o tempo é seu aliado”, afirma.

Exposição a diferentes economias

Para Cristiano Maschio, especialista em patrimônio global, mercados privados e diversificação internacional, distribuir recursos entre fundos imobiliários, ações e renda fixa dentro de um único país não elimina toda a exposição a riscos. Nesse caso, o investidor continua concentrado na mesma economia.

Maschio defende uma análise ampla da carteira, com a possibilidade de incluir ativos vinculados a outros mercados. Ele cita investimentos em euro, ações nos Estados Unidos e aplicações no Uruguai como exemplos de exposição a economias distintas. Na avaliação do especialista, a busca por retorno imediato pode dificultar a formação de patrimônio, que exige uma perspectiva mais longa.

O investidor deve definir suas prioridades antes de escolher os produtos. Maschio divide os perfis em conservador, com baixa tolerância a riscos; moderado, com tolerância média; e sofisticado, com alta tolerância. Lucas está na categoria moderada e deseja avançar para a sofisticada à medida que consolida seu plano de aposentadoria.

Cuidados para começar

Lucas afirma ter recorrido a vídeos na internet para aprender, mas recomenda cautela com promessas de enriquecimento rápido. Para ele, os aportes podem começar pela plataforma de um banco, sem necessidade imediata de buscar uma corretora mais robusta.

Maschio também menciona o uso de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na análise dos investimentos e na definição de metas. A ampliação da carteira, no entanto, exige atenção às obrigações fiscais. Segundo o especialista, quem realiza aplicações deve declarar as movimentações aos órgãos legais.

O acompanhamento das oscilações também faz parte do processo. Lucas afirma que decisões tomadas em momentos de queda podem resultar em perdas. Ele e Maschio concordam que iniciar a estratégia e manter uma visão de longo prazo são etapas centrais para quem pretende construir patrimônio.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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