O Tesouro Direto terminou agosto com 3,83 milhões de investidores ativos, um acréscimo de 23.962 pessoas em relação ao mês anterior. Na comparação com agosto do ano passado, o número cresceu 21,7%. O total de investidores cadastrados chegou a 36,44 milhões, após a adesão de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o avanço foi de 9,6%.
O estoque do programa ficou em R$ 272 bilhões. O valor foi próximo ao registrado no mês anterior, de R$ 272,3 bilhões, e 43% maior que o de agosto de 2025, quando somava R$ 190,2 bilhões.
Os títulos ligados à inflação formaram a maior parcela da carteira, com estoque de R$ 128 bilhões, ou 47,1% do total. Os papéis atrelados à taxa Selic somaram R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, R$ 37,1 bilhões (13,6%).
Do estoque total, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano. Os títulos com prazo entre um e cinco anos representaram R$ 131,4 bilhões (48,3%), enquanto aqueles com vencimento superior a cinco anos alcançaram R$ 120,5 bilhões (44,3%).
As aplicações no Tesouro Direto somaram R$ 15 bilhões em agosto, distribuídas em 1,32 milhão de operações. Os resgates e vencimentos chegaram a R$ 17,22 bilhões, levando a uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões.
Os vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, de R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, de R$ 1,5 bilhão, tiveram a maior influência nesse resultado.
Entre as novas aplicações, Tesouro Selic e Tesouro Reserva concentraram R$ 7 bilhões, equivalentes a 46,9% das vendas. Os títulos indexados à inflação receberam R$ 5,5 bilhões (36,3%), e os prefixados, R$ 2,5 bilhões (16,7%).
As aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43. Considerando os prazos, os títulos com vencimento entre um e cinco anos concentraram 45,2% das vendas; os de cinco a dez anos ficaram com 43,2%, e os superiores a dez anos, com 11,7%.








