A piora das expectativas para os próximos meses foi o principal fator por trás da queda da confiança na construção em setembro. O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pela Fundação Getulio Vargas nesta sexta-feira, 25, caiu 1,4 ponto, para 90,5 pontos.
O movimento foi mais intenso em Obras de Infraestrutura, segmento que registrou a maior retração mensal nas expectativas. Na avaliação de Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, houve redução das projeções para a demanda futura e para a expansão do emprego.
“Vale destacar que o indicador de expectativas recuou em todos os segmentos”, afirmou Castelo. Ela classificou o cenário captado em setembro como de cautela e pessimismo moderado.
O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 1,6 ponto e ficou em 90,5 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 1,0 ponto, para 90,7 pontos. Na média móvel trimestral, o ICST teve queda de 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos.
Uso da capacidade instalada
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção também caiu em setembro: foram 0,7 ponto porcentual a menos, para 78,1%. Entre os componentes do indicador, o Nuci de Mão de Obra recuou 0,5 ponto porcentual, para 79,8%, enquanto o de Máquinas e Equipamentos diminuiu 0,1 ponto porcentual, para 72,8%.
Segundo Ana Maria Castelo, o resultado mantém a trajetória de queda da confiança setorial observada nos últimos meses.








