SÃO PAULO — Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital paulista seriam, em tese, controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação consta da decisão do desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal, que autorizou a Operação Vectura Corrupta.
O documento registra que as investigações do Ministério Público, conduzidas pelo Gaeco, apontariam uma atuação que iria além do tráfico de drogas. O caso envolveria empresas de transporte, pessoas interpostas, contratos públicos, articulações políticas e estruturas da área da saúde, além de uma suposta divisão de tarefas e subordinação entre os investigados.
“Salta aos olhos” foi a expressão usada por Ribas ao mencionar a quantidade de empresas de transporte coletivo que, segundo as investigações, seriam controladas pelo PCC.
A operação prevê 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Entre os alvos de prisão temporária está Milton Leite, ex-vereador do União Brasil que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos. Em nota, Leite disse que provará sua inocência e declarou: “Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas”.
Embora tenha autorizado as prisões e as buscas, o desembargador negou os pedidos do Ministério Público para tornar indisponíveis ou bloquear bens dos alvos, incluindo imóveis, veículos, aeronaves e embarcações.







