O dólar opera em baixa no mercado à vista nesta segunda-feira, 21, em um cenário externo de maior apetite por risco. A moeda acompanha a queda do petróleo, dos rendimentos dos Treasuries e do dólar em relação a algumas moedas emergentes ligadas a commodities. As bolsas dos Estados Unidos e da Europa sobem diante da expectativa pelo encontro entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, nesta semana, em Washington.
No Brasil, os investidores avaliam novas pesquisas eleitorais. Levantamento BTG/Nexus divulgado antes da pesquisa Quaest, prevista para as 10h, mostra Lula com 46% e Flávio com 45% no segundo turno. Na rodada anterior, os percentuais eram 47% e 46%, respectivamente.
A pesquisa também aponta redução da vantagem numérica de Lula sobre Augusto Cury, para 44% a 43%, e empate entre Lula e Caiado, com 45% para cada candidato.
Projeções do Banco Central
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou de 4,90% para 4,92% a mediana das projeções para o IPCA de 2026. O nível ficou acima do teto da meta de inflação. Para 2027, 2028 e 2029, o mercado manteve as estimativas em 4,30%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.
A projeção suavizada do IPCA acumulado em 12 meses à frente caiu de 4,65% para 4,62%. O levantamento também manteve em R$ 5,20 a previsão para o dólar no fim de 2026, pela 14ª semana consecutiva. A expectativa para a Selic no fim de 2026 passou de 13,75% para 13,50%.
Nos Estados Unidos, Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, afirmou que só apoia cortes de juros com evidências de que a inflação avança em direção à meta de 2%. Segundo ele, atualmente o Federal Reserve enfrenta mais dificuldades relacionadas à inflação do que ao emprego.
A Assembleia Geral da ONU reúne líderes globais nesta semana para tratar de guerras, tensões geopolíticas, avanço da inteligência artificial sem controles, mudanças climáticas e inflação. Conflitos no Irã, em Gaza, na Ucrânia, no Sudão, no Congo e em Mianmar estão entre os temas da agenda, ao lado de desigualdade, cadeias de suprimentos, custo de vida e desaceleração global.
Na Rússia, o partido governista Rússia Unida permaneceu no comando da Câmara após obter 57,83% dos votos, com projeção de ocupar 355 das 450 cadeiras. A votação também ocorreu nos territórios ucranianos ocupados e anexados por Moscou — Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, além da Crimeia, anexada em 2014. Kiev considera o processo ilegal, e a votação não é reconhecida internacionalmente.







