São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Fed muda cálculo de capital e inclui consulta pública no teste de estresse

Novas regras preveem dois choques anuais para bancos com grandes carteiras de negociação e redução estimada de 50% na volatilidade dos requisitos.

Fed muda cálculo de capital e inclui consulta pública no teste de estresse

O Federal Reserve concluiu mudanças no teste de estresse aplicado aos bancos dos Estados Unidos. As regras alteram a forma de calcular o colchão de capital, ampliam a participação pública na definição dos cenários e modificam a avaliação de instituições com grandes carteiras de negociação.

A partir do teste de 2027, esses bancos serão submetidos anualmente a dois choques de mercado global. Para cada instituição, o Fed usará no resultado o choque que produzir as maiores perdas. A mudança integra a atualização do arcabouço usado para elaborar os cenários hipotéticos e dos modelos empregados na avaliação.

O calendário do processo também foi ajustado. Além disso, o Conselho do Fed deverá convidar, todos os anos, o público a enviar contribuições sobre os cenários e sobre eventuais alterações materiais nos modelos. As duas regras finais são, em grande parte, semelhantes às propostas apresentadas em 2025, informou o banco central norte-americano.

A segunda regra modifica o cálculo do colchão de capital para cenários de estresse. Para instituições que tenham participado dos dois testes anuais de supervisão mais recentes, o Fed fará uma média dos resultados. A aplicação desse critério começará em 2028, com o objetivo de usar no cálculo apenas modelos que tenham recebido contribuições públicas.

De acordo com o Fed, as mudanças devem diminuir em aproximadamente 50% a volatilidade anual dos requisitos de capital. O órgão afirmou que a alteração não deve produzir efeito material sobre os requisitos agregados de capital.

Contestação dentro do Fed

O diretor do Fed Michael Barr se opôs à decisão. Para ele, a regra final enfraquecerá significativamente o teste de estresse e a resiliência dos bancos. Barr afirmou ter “sérias preocupações” com a possibilidade de as mudanças levarem à dependência de um teste sem credibilidade, incapaz de avaliar adequadamente o capital dos maiores bancos, o que, segundo ele, colocaria o sistema financeiro e a economia dos Estados Unidos em risco.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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