São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

G7 anuncia liberação de estoques, mas petróleo ainda fecha no vermelho

Acordo prevê colocar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto no mercado nos próximos quatro meses.

G7 anuncia liberação de estoques, mas petróleo ainda fecha no vermelho

O acordo dos líderes do G7 para liberar reservas estratégicas não foi suficiente para retirar totalmente do mercado as preocupações com o Oriente Médio. Os preços do petróleo passaram a maior parte da sessão em baixa e terminaram a sexta-feira (2) com recuo moderado.

O Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, caiu 0,06%, para 102,25 dólares por barril. Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate, com entrega em novembro, recuou 1,90%, a 91,11 dólares.

Estoques no mercado

A medida prevê a liberação de até 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto ao longo dos próximos quatro meses. Uma declaração conjunta informou que estoques “consideráveis” de diesel serão disponibilizados nos próximos 20 dias. O G7 também indicou que pode analisar a liberação de volumes adicionais.

O grupo reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que os países não pretendem impor proibições às exportações e disse que Donald Trump foi claro sobre esse ponto.

O governo dos Estados Unidos vinha pressionando países europeus a recorrer às próprias reservas para tentar reduzir os preços. A liberação também busca conter a alta dos derivados, que avançaram mais do que o petróleo bruto.

Oferta sob pressão

Ole Hansen, analista do Saxo Bank, atribuiu a restrição na disponibilidade de combustíveis à baixa capacidade de refino e produção no Oriente Médio e na Rússia. Ele também citou o cancelamento, pela China, de carregamentos de derivados destinados à exportação, como forma de preservar o abastecimento interno.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, as reservas estratégicas podem aliviar a pressão sobre os preços, mas foram criadas para enfrentar interrupções temporárias no fornecimento, não desequilíbrios estruturais.

O petróleo bruto continua sujeito a um prêmio de risco, segundo Thu Lan Nguyen, especialista do Commerzbank. Ela avaliou que as negociações entre Estados Unidos e Irã provavelmente seguem difíceis e que ainda não há perspectiva de avanço.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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