São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

G7 coordena liberação de até 100 milhões de barris de reservas

Medida, articulada pela AIE, ocorrerá nos próximos quatro meses e busca reduzir os preços dos combustíveis, afirma Emmanuel Macron.

G7 coordena liberação de até 100 milhões de barris de reservas

Os países do G7 e parceiros vão liberar até 100 milhões de barris de petróleo e diesel de reservas estratégicas de emergência. Coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE), a operação ocorrerá ao longo de quatro meses e tem como objetivo reduzir os preços dos combustíveis.

A informação foi dada por Emmanuel Macron, presidente da França e atual presidente do G7, a jornalistas nesta sexta-feira. Após o anúncio, os preços do diesel na Europa e os contratos futuros do petróleo Brent recuaram. Por volta de 12h40, o barril caía 1,49%, mas permanecia acima de US$ 100.

A decisão foi tomada dias depois de Donald Trump afirmar que avaliava impor limites às exportações de diesel dos Estados Unidos. A intenção era ampliar a oferta no mercado americano e ajudar a reduzir o preço do combustível.

Nesta semana, Trump pediu especificamente que países europeus liberassem seus estoques. Nos bastidores, o governo americano solicitou que ao menos um Estado-membro da União Europeia adotasse a medida para evitar uma eventual proibição das exportações.

Estoques e reação de Trump

A possibilidade de veto à venda de diesel dos Estados Unidos para a União Europeia ameaçaria uma fonte de abastecimento do continente, que recorre a importações para compensar a diferença entre sua produção e a demanda pelo combustível.

Em março, a AIE havia coordenado outra operação, com a liberação de 400 milhões de barris de petróleo. A iniciativa ocorreu pouco depois do início da guerra com o Irã. Trump criticou a Europa por não ter disponibilizado esse volume no mercado com rapidez suficiente.

“Todos nós nos comprometemos conjuntamente a liberar essas reservas estratégicas, com foco no diesel”, disse Macron. Segundo ele, os países também se comprometeram a não impor proibições de exportação.

Trump afirmou, em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, que recebeu bem a decisão. “A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel em estoque. O processo começará imediatamente”, escreveu.

Desde o início da guerra, em fevereiro, os preços dos combustíveis subiram. Nos Estados Unidos, o diesel chegou ao recorde de US$ 6,50 por galão nas bombas. Na Europa, os preços futuros superaram US$ 200 por barril em alguns momentos.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5