Os países do G7 e parceiros vão liberar até 100 milhões de barris de petróleo e diesel de reservas estratégicas de emergência. Coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE), a operação ocorrerá ao longo de quatro meses e tem como objetivo reduzir os preços dos combustíveis.
A informação foi dada por Emmanuel Macron, presidente da França e atual presidente do G7, a jornalistas nesta sexta-feira. Após o anúncio, os preços do diesel na Europa e os contratos futuros do petróleo Brent recuaram. Por volta de 12h40, o barril caía 1,49%, mas permanecia acima de US$ 100.
A decisão foi tomada dias depois de Donald Trump afirmar que avaliava impor limites às exportações de diesel dos Estados Unidos. A intenção era ampliar a oferta no mercado americano e ajudar a reduzir o preço do combustível.
Nesta semana, Trump pediu especificamente que países europeus liberassem seus estoques. Nos bastidores, o governo americano solicitou que ao menos um Estado-membro da União Europeia adotasse a medida para evitar uma eventual proibição das exportações.
Estoques e reação de Trump
A possibilidade de veto à venda de diesel dos Estados Unidos para a União Europeia ameaçaria uma fonte de abastecimento do continente, que recorre a importações para compensar a diferença entre sua produção e a demanda pelo combustível.
Em março, a AIE havia coordenado outra operação, com a liberação de 400 milhões de barris de petróleo. A iniciativa ocorreu pouco depois do início da guerra com o Irã. Trump criticou a Europa por não ter disponibilizado esse volume no mercado com rapidez suficiente.
“Todos nós nos comprometemos conjuntamente a liberar essas reservas estratégicas, com foco no diesel”, disse Macron. Segundo ele, os países também se comprometeram a não impor proibições de exportação.
Trump afirmou, em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, que recebeu bem a decisão. “A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel em estoque. O processo começará imediatamente”, escreveu.
Desde o início da guerra, em fevereiro, os preços dos combustíveis subiram. Nos Estados Unidos, o diesel chegou ao recorde de US$ 6,50 por galão nas bombas. Na Europa, os preços futuros superaram US$ 200 por barril em alguns momentos.








