São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Rejeição de proposta mantém greve na Caixa sem prazo definido

Empregados recusaram a oferta do banco em assembleia; na base paulista, 68% votaram contra os termos apresentados.

Rejeição de proposta mantém greve na Caixa sem prazo definido

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua sem prazo para terminar depois que a proposta final do banco foi rejeitada em assembleias. A paralisação começou na quinta-feira, 10, e a decisão de mantê-la foi tomada na noite desta sexta, 11.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores que participaram da votação rejeitaram os termos para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Antes da assembleia, 1.167 empregados participaram de uma plenária virtual organizada pela entidade.

A discussão envolveu a possibilidade de a negociação ser levada à Justiça. Durante as tratativas, a Caixa afirmou que poderia retirar a proposta e recorrer ao dissídio coletivo caso o acordo fosse recusado. Representantes sindicais apontaram riscos na judicialização.

O Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários, esteve entre os principais temas da campanha. De acordo com o sindicato, a entidade tentou negociar separadamente o plano e a renovação do ACT, mas a Caixa não concordou. O acordo também inclui regras sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales alimentação e refeição e outros direitos.

Agências fechadas

No primeiro dia da paralisação, 245 das 283 agências da Caixa na base de São Paulo, Osasco e Região não abriram. Também ficaram fechados quatro centros administrativos na capital, conforme o sindicato.

No Banco do Brasil, o acordo coletivo foi assinado na sexta-feira, com validade até 2028, após aprovação por ampla maioria nas assembleias. Entre os itens negociados estão o adiantamento da PLR para 16 de setembro, R$ 360 milhões de contribuição patronal para a Cassi e o aumento da licença-paternidade de 20 para 35 dias.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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