São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Líder da AfD enfrenta críticas por associar armas a política migratória

Ulrich Siegmund vinculou a produção militar à segurança interna e a futuras deportações, provocando reações de SPD e BSW na Saxónia-Anhalt.

Líder da AfD enfrenta críticas por associar armas a política migratória

Ulrich Siegmund, líder da AfD e chefe eleito do governo da Saxónia-Anhalt, na Alemanha, provocou críticas após relacionar a produção de armamentos a uma futura política de remigração e deportação. A declaração ocorreu no contexto do projeto de instalação de uma unidade da empresa israelense Elbit Systems em Sangerhausen.

Siegmund disse que a AfD não se opõe, em princípio, à fabricação de equipamentos militares. Segundo ele, o setor pode contribuir para a segurança interna, a estabilidade do país e a defesa nacional. O político também afirmou que veículos, tecnologias de proteção e outros equipamentos poderiam ser usados pela Bundeswehr, pela polícia e por órgãos de segurança para aplicar a lei e executar deportações.

Após a repercussão, Siegmund esclareceu que a produção militar não se limita a armas. Ele afirmou que a AfD ainda precisa analisar o que será fabricado em Sangerhausen e em quais condições. O partido também rejeita, segundo ele, o fornecimento de armamentos para conflitos no exterior e diferencia a produção destinada à própria Alemanha da participação em guerras estrangeiras.

Projeto em Sangerhausen

A eventual instalação da Elbit Systems está prevista para uma área industrial de cerca de 130 hectares. Torsten Schweiger, prefeito de Sangerhausen, afirmou que não deverá haver montagem final de drones, granadas ou munições no local. Ainda não existe decisão definitiva sobre o projeto, e Siegmund disse que a AfD também não definiu sua posição final. Além das questões de segurança e política externa, o partido pretende avaliar os efeitos econômicos para a região.

A Elbit Systems tem sede em Haifa e produz drones, obuses, lançadores de foguetes e sistemas de comunicação e autoproteção para uso militar. Entre os modelos de drones citados estão Hermes e Skylark. Na Alemanha, a sede principal da empresa fica em Ulm. A companhia informa que já trabalha para a Bundeswehr e fornece sistemas de autoproteção para aeronaves.

Reações políticas

Katja Pähle, líder da bancada do SPD no parlamento regional, classificou as declarações como uma ameaça política. Para ela, associar equipamentos militares a uma expulsão em massa significa tratar a violência como instrumento político. Pähle também pediu que o BSW se pronunciasse sobre o caso.

Fabio De Masi, copresidente federal do Bündnis Sahra Wagenknecht (BSW), acusou a AfD de apoiar o rearmamento e de justificar a possível instalação da empresa israelense pelo uso de tecnologia militar na política de remigração. De Masi afirmou que a AfD busca provocar, em vez de governar.

O BSW é o único partido do novo parlamento da Saxónia-Anhalt que admite, em princípio, conversar com a AfD. Uma cooperação ainda não foi definida. Depois das eleições regionais, o partido indicou que poderia discutir projetos e temas específicos. CDU, SPD, Verdes e Esquerda mantêm a rejeição a qualquer cooperação com a AfD.

A AfD foi a força mais votada na eleição para o parlamento regional, com 43,8% dos votos, mas não obteve maioria absoluta. Siegmund reafirmou a intenção de formar um governo e não descartou uma administração apoiada por uma maioria muito estreita.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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