A política monetária mais restritiva afeta a demanda doméstica, eleva a inadimplência e o endividamento de famílias e empresas e leva companhias a adiar investimentos, afirmou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, esse conjunto de fatores ajuda a explicar o comportamento recente do setor industrial.
O IBGE também revisou indicadores de julho de 2026 ante junho de 2026. A variação da produção industrial passou de 0,2% para 0,1%. Entre os bens de capital, a taxa foi alterada de 2,4% para 1,0%. No segmento de bens de consumo duráveis, mudou de 3,2% para 3,4%. Já o resultado dos bens de consumo semi e não duráveis passou de 0,5% para 0,2%.
Resultado acumulado
Na passagem de julho para agosto, a produção industrial recuou 0,6%. Foi a queda mais intensa para o mês desde agosto de 2022, quando o indicador diminuiu 1,4%, informou Macedo nesta sexta-feira, 2.
A indústria acumulou perda de 3,4% entre maio e agosto. O desempenho reúne quedas de 1% em maio, 1,6% em julho e 0,6% em agosto, além de uma alta de 0,1% em julho. Com isso, parte do avanço de 4,3% registrado entre janeiro e abril foi eliminada.
Macedo afirmou que houve predominância de resultados negativos no setor industrial nos últimos quatro meses, com taxas negativas disseminadas. “Claramente há perda de dinamismo do setor industrial”, disse o gerente durante coletiva sobre os resultados.








